Minas possui, hoje, alguns dos
melhores exemplares da raça Jersey do mundo. A afirmação, para o INFORMATIVO JERSEY MINAS, é do presidente da ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE GADO JERSEY DE MINAS GERAIS, o excelente criador LUCIANO
PAULINO JUNQUEIRA, referindo-se ao sucesso do Ranking Mineiro 94 que levou às
pistas animais de altíssimo nível, e ao ótimo
resultado alcançado pelo mineiro PAULO ROBERTO NOLLI na EXPOMILK e XIII EXPO-NACIONAL DA RAÇA JERSEY.
A temporada de exposições de 1994 chamou à atenção pelo profissionalismo com que os animais foram preparados para entrar em pista. Apresentadores canadenses, ou mesmo os das fazendas que aprenderam as técnicas estrangeiras, demonstraram como se faz para tornar ainda mais bonita uma Jersey campeã.
As vacas da FAZENDA BOM PASTOR,
de PAULO NOLLI, ficaram com os títulos de Reservada de Grande Campeã,
Melhores Úberes 3 e 5 Anos, Campeã Vaca 5 Anos, Reservada Campeã Adulta, Touro
Grande Campeão, e outros.
O juiz canadense, BRENT WALKER,
disse não ter sido fácil a escolha, até os últimos instantes com disputa
acirrada entre os expositores Sueli Nogueira e Paulo Nolli, este último conquistando com a sua GUSTO CYNTIA OF HERVEN HILL, o
Reservado de Grande Campeonato Fêmeas e, com o touro SANTA CRUZ JAGUAR TOP CAL, o
Grande Campeonato Machos.
A excelente
classificação dos animais da Fazenda Bom Pastor, em sua primeira participação
na Expo-Nacional da Raça Jersey, foi a seguinte:
Grande Campeão e Campeão Touro
Sênior: Santa Cruz Jaguar Tops C.A.L
Reservada de Grande Campeã,
Campeã Vaca 3 a, e M.Úbere 3 a: Gusto Cyntia of Herven Hill
Reservada de Campeã Vaca 3 a: Just-Topin
Easter Lilly
Reservada de Campeã Vaca 4 a: Meadow
Lawn Juno Laura 4Z
Campeã Vaca 5 A e M.Úbere 5 a: Spring
Flood Nugget Jemina
Reservada de Campeã Vaca 5 a: Potwell
Jody S Sal 5Y
Reservada de Campeã Vaca
Adulta: Superb Gil-Bar Twinkle
2º M.Úbere adulto: Superb
Gil-Bar Twinkle
2º M.Úbere Longevo: Floras
Magic Pixie
4º lugar Torneio Leiteiro: Stemar
Juno Kendra
No II LEILÃO OFICIAL DA RAÇA
JERSEY, realizado durante a Expomilk 94, no dia 21 de outubro foram vendidos 30
animais ao preço médio de R$ 161.800,00, o melhor lance para a vaca de Paulo
Nolli – Península Grouve Christie – adquirida por Sueli Nogueira.
Na revista RAÇA JERSEY, Paulo Roberto Nolli publicou a seguinte nota:
“Segundo
Santo Agostinho, o dever mais urgente é o de agradecer. Portanto, sem obedecer
nenhuma ordem cronológica ou de importância, vou citar todas as pessoas a quem
devo meus mais profundos agradecimentos pelos bons resultados conseguidos na
Expomilk 94: todos os Criadores que torceram por nós, em especial os mineiros, Yacult,
Hays Farms, Tancredo e Rosalva, Jorge Luzza, Cesar, Raul Pimenta, Bert Stwartt,
Aragon e Julio Durdos, Denis e Lindolfo, Anardino Costa, Labs Rapitbay,
Pinheiro Machado, Leleco, Cabanha Butiá e Ronald Bertagnolli, Agropecuária
América, Internacional Marketing Services (que nos forneceram os animais de
alto nível que importamos do Canadá nos últimos
6 anos). Bert Stuart e Raul Pimenta, como os melhores conhecedores de
raça de leite, e Richard e Gary Bowers pelo excelente trabalho de assessoria
prestado; Leonides Show, responsável pelo rebanho, e o nutricionista Bismark
Pinheiro Mendonça; Ellos e Junia, e toda a equipe da Fazenda Cachoeira;
Dra.Giselda, Dra.Katia, Dr.Edgardo, Elza, Dr.Ney, Dr.Roberto, Dr.Morita e todos
os funcionários da Associação pelo carinho como fomos recebidos. Aproveito para
parabenizar o Ney e a Suely pelo prêmio de Melhor Expositor pelo 5º ano
consecutivo, e convidar a todos para o “1º LEILÃO BOM PASTOR E CONVIDADOS”, dia
3 de abril de 1995, no Parque Água Funda.
Sua propriedade, denominada
FAZENDA BOM PASTOR, está localizada em Caeté/MG, e sua representação foi
considerada a grande sensação dentre todas as raças da EXPOMILK 1994, também NACIONAL
DA RAÇA JERSEY. Apesar de ter ficado com a segunda melhor colocação como
expositor, o mineiro surpreendeu pela alta qualidade e excelente padrão de seus
animais.
Nos últimos 5 anos, esta foi a
primeira vez que o criatório NOGUEIRA MONTANHÊS, um dos melhores do mundo na
criação de Jersey, esteve ameaçado de perder o primeiro lugar durante a batalha
entre os dois criadores, transformando a
disputa num sensacional espetáculo para os expectadores. Antes, houve o
predomínio de outros destacados criadores, citando ANARDINO COSTA, ANTÔNIO CARLOS PINHEIRO MACHADO
e JOSÉ RONALD BERTAGNOLLI.
Foi grande a torcida dos
criadores mineiros para PAULO NOLLI, a cada pontuação aumentando a vibração e a
expectativa pelo resultado final. Relatos de assistentes garantem que até
pessoas de outras raças entraram na torcida a favor de NOLLI.
Feliz com a premiação, o titular
da FAZENDA BOM PASTOR credita o seu sucesso nesta NACIONAL ao trabalho
profissional que vem desenvolvendo, e à seriedade das pessoas que trabalham com
ele. Foi a coroação de nossa luta pela implementação de um banco genético de
alto nível, e da nossa dedicação à raça Jersey. PAULO NOLLI afirma que sua
intenção é colocar o material genético da BOM PASTOR ao alcance de um maior número
de criadores, colaborando para o melhoramento do plantel mineiro e brasileiro.
Ele já tem programado o 2º LEILÃO
BOM PASTOR para abril de 1995, no PARQUE ÁGUA FUNDA – o mesmo que assistiu à
sua ascenção para 2º Melhor Expositor da NACIONAL DE JERSEY.
Em 1995, na sua segunda e última
participação na EXPOSIÇÃO NACIONAL, os animais da BOM PASTOR classificaram-no
como TERCEIRO MELHOR CRIADOR e TERCEIRO MELHOR EXPOSITOR. Mas com a glória de, nesta
feita, conquistar o GRANDE CAMPEONATO PARA FÊMEAS DA RAÇA JERSEY, o mais
cobiçado troféu para os expositores.
Em 1996, fora das pistas, PAULO
ROBERTO NOLLI cria sua própria marca de laticínios, conforme matéria publicada
na revista RAÇA JERSSEY.
Recentemente, em depoimento exclusivo para este blog, PAULO NOLLI nos conta um pouco de sua história jersista:
“Fui orientado pelo Luis Paulo Novaes Miranda, pelo
dr.Epaminondas, pela Giselda e pela Katia Castro. O Aragon me ajudou nos
acasalamentos, na época ele era da ABS. Também a Maria Cecília Gardinal de
Aedo, uruguaia, orientou-me muito, também o Raul Castro - carioca radicado
em Minas Gerais que me ajudou nas exposições e na aquisição de gado, um técnico
excepcional do Holandês, -raça que eu também criava.
“O Ronald Bertagnolli, diga-se de passagem, também ficou
muito meu amigo, participou como jurado aqui na GAMELEIRA em algumas exposições
que eu levei gado, e me orientou muito principalmente com relação ao gado
canadense: na época ele era um dos pioneiros na sua introdução no Brasil, e uma
pessoa maravilhosa.
“ Teve muita gente boa em meu caminho, infelizmente
alguns já passaram desta para a melhor”.
Perguntado sobre quando, como, e
porque iniciou a criação de Jersey, este simpático mineiro respondeu:
“Comprei umas mestiças, depois fui aprimorando comprando
vacas do Anardino Costa – um dos maiores criadores de Jersey no Brasil – e do
Dr.Guilherme Mascarenhas. Tambem comprei muito gado do Ronald Bertagnolli, do
Memeco, e da gauchada naqueles leilões que organizavam, de ouro e de prata, na
Expointer.
“Comecei a criar porque sempre gostei muito de gado de
leite. No início criava Gir mas, quando vi umas vaquinhas Jersey numa
exposição aqui na Gameleira – Belo Horizonte, empolguei-me e comecei a criar. A vantagem que ví nas Jersey era pela qualidade do leite que,
realmente, tem muito mais proteína e gordura que o das outras raças. É um gado
bonito, dócil, e em cada dona uma jersinha tem o seu lugar.
“O meu criatório é em
Caeté, a 60 km de Belo Horizonte, chamado FAZENDA BOM PASTOR, continua PAULO. Importei muito gado dos
EUA e Canadá, no auge de minha criação chegando a ter 250 cabeças - grande parte
importada – inclusive a maior vaca Jersey que eu já vi até hoje, chamada
Crescent, que parecia uma Pardo Suíça pelo tamanho.
“Hoje tenho cerca de 20 Jerseys, mas não estou
registrando embora fazendo os acasalamentos certinhos. A ASSOCIAÇÃO MINEIRA fechou,
e eu desisti de registrar. Mas não consigo ficar sem elas”.
Sobre sua participação em
exposições da raça Jersey, NOLLI explica:
“Da Nacional participei em
1994 e 1995, e não mais voltei lá. Aqui em Minas Gerais, comecei por volta de
1985, várias vezes em Garopeba, Gameleira (Belo Horizonte) como em 1988, 1992 e
1995. Não lembro bem a data em que iniciamos, mas tem bastante tempo”.
Disse a Paulo Nolli que, da NACIONAL DE 95 lembrava-me
bem. Na época eu presidia a ACGJRS, e sua magnífica "representação" perturbou muito ao Ney Borges Nogueira. Uma pena não teres participado de outras, teus
animais e equipe eram ótimos.
“O que eu descobri foi que havia falcatrua demais
nessas exposições, tinha muita sabotagem,
o Ney manuseava muito os resultados, era cheio de trambiques – a verdade é
essa. Mas já passou, o Ney coitado descansou. No final, fiquei amigo dele, que
era muito sistemático, mas acabamos fazendo amizade”, desabafa Paulo Nolli.
A MINEIRA está sendo reorganizada,
e o trabalho de recuperação, muito intensivo, liderado por LUCIANO E ÂNGELA
JUNQUEIRA. Estás acompanhando-os, NOLLI?
“São dois criadores
excepcionais, a ÂNGELA E O LUCIANO, e espero que eles tenham sucesso nessa
empreitada. Realmente, aqui em Minas, a maior parte dos criadores de ponta, que
tinham um rebanho excepcional como o José Salvador, a Gui e o Euler - que hoje
não estão registrando e têm um plantel maravilhoso - tem o Sebastião Cabral que
ainda conta com um rebanho muito bom, mas grande parte da turma deixou de
criar, desistiu das exposições porque, além do custo alto, não estão
justificando”.
Sobre a pontuação de suas Jersey,
sabemos que PAULO NOLLI foi o primeiro a pontuar o rebanho, no Brasil, conforme
poderemos ver neste artigo da revista RAÇA JERSEY:
Acesse o blog
< grandesjerseybr.blogspot.com >
e conheça grandes vacas nacionais desta raça.




















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