Fausto Martins
1948 a 1952
O industrialista Fausto Bebiano Martins
comprou uma propriedade rural em Pedra do Rio, estado do Rio de Janeiro. “Durante
muito tempo, o sítio – a princípio era um brejo – não tinha nada”,
segundo D.Olga Martins, filha de Fausto Bebiano, “mas ocupou uma parte importante na vida desse pioneiro criador de gado
Jersey no Brasil”.
Quarto presidente da ACGJ no Brasil, Fausto
Bebiano nasceu no Rio de Janeiro em 21 de agosto de 1885, estudou engenharia
civil na Escócia, em 1918 retornando ao Brasil, com o término da I Guerra
Mundial, para trabalhar na White Martins - empresa fundada pela família.
Entretanto, o destino traçado para a
indústria não o impediu de enveredar por outros caminhos: de 1948 a 1952,
Fausto Bebiano Martins foi presidente da Associação dos Criadores de Gado
Jersey - ACGJ, no Rio de Janeiro. Segundo D.Doroty Martins, sua viúva, “a
principal característica dele era a dedicação à produção e seleção de animais
de raça”. Da época em que êle foi presidente da ACGJ, D.Doroty só
lembra do entusiasmo do marido pela criação do gado no sítio Cova da Onça, o plantel constituído principalmente
de gado puro por cruza, melhorado com algumas importações realizadas.
“O estado do Rio de Janeiro não é o
melhor lugar para a criação desse gado”, afirmava Fausto Bebiano. “É muito montanhoso”,
confirma a filha D.Olga. E as dificuldades com a ração, vinda de São Paulo,
afastaram-no da criação do gado Jersey.
Além da White Martins, Fausto
trabalhou como diretor da Nova América e na presidência da Eletromar. Já
aposentado, fundou a Fabrimar – empresa do ramo de metais hidráulicos e
irrigação.
Fausto Bebiano Martins faleceu em 1980,
o sítio
Cova da Onça, famoso pela criação de animais de raça Jersey,
destacou-se também pelas grandes plantações de orquídeas e antúrios.
Presidente da ACGJ, de caráter
nacional, na época da fundação da Associação de Criadores de Gado Jersey do Rio
Grande do Sul – ACGJRGS, foi merecedor de uma das primeiras correspondências
oficiais comunicando o início dessa “pioneira delegada estadual”, em 11 de
dezembro de 1948, em mãos pelo Dr.João Rouget Peres – diretor secretário da
novel associação. Participando da reunião de diretoria da ACGJ nesse dia, o
Dr.Rouget mostrou-lhe o desejo da ACGJRGS representar, no estado gaúcho, a
entidade-mater nacional, detentora do registro genealógico da raça Jersey no
Brasil de acordo com o convênio internacional de Roma.
Sobre a I Exposição da Raça Jersey
conduzida pela ACGRGS, em novembro de 1949, também o Dr.Fausto recebeu daquela
associação a devida comunicação e convite para visita-la, e comunicado que lá
seria distribuída a propaganda, impressa na “Livraria do Globo”, mostrando a
superioridade do leite Jersey, e que
também seria reproduzida na página central do grande matutino da capital do
estado, CORREIO DO POVO.
O Dr.Fausto Bebiano, como presidente
da ACGJ, foi o representante brasileiro na Conferência Mundial das Associações
de Criadores de Jersey, em maio de 1950, na Ilha de Jersey.
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Conforme narrado em
ata no Rio Grande do Sul, o dr.Rouget Perez fez minuciosa exposição do trabalho
realizado quando de sua viagem ao Rio de Janeiro, junto ao presidente da ACGJ, Dr.Fausto
Bebiano Martins, dando pleno conhecimento das “demarches” com referência à
transferência do Herd-Book do Jersey do
RS tendo, ainda, apresentado um estudo da proposta enviada por aquela
entidade. Em outubro de 1950, estava a Secretaria da Agricultura do RS
cogitando em transferir, ou desobrigar-se, do registro do gado Jersey no estado,
o que já estava sendo tratado junto à brasileira pela ACGJRGS, para solucionar
esse assunto por comum acordo e sobre as diversas modalidades estudadas. A
transferência foi efetuada em 1951, com a participação ativa do dr.Elton Adão
Butierres, então membro da Diretoria de Produção Animal da Secretaria da
Agricultura do Rio Grande do Sul.
(da revista oficial da ACGJB, conforme recorte abaixo)


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