terça-feira, 29 de outubro de 2019

TJ21 - EDGARDO HECTOR PEREZ - OS PRESIDENTES DA ACGJB (IX)


EDGARDO HECTOR PEREZ
1992 a 1995


Edgardo Hector Perez nasceu em Mendoza, Argentina, formando-se em administração de empresas. Tem doutorado em Racionalização Administrativa na Escola Interamericana de Administração Pública na Fundação Getúlio Vargas, Rio, 1971. Professor universitário em 3 universidades argentinas, mora no Brasil desde 1974, exercendo atividades relacionadas com gado bovino. Alem de criador de Jersey, teve cargos na ACGJB, onde foi presidente, e na ABC, vice-presidente em três gestões. Casado em dezembro de 1967 com Mirta Draghi, têm de 4 filhos: Pablo, Fernando, Maurício e Vanessa. No esporte, gosta de Rugby.


Foi um dirigente evoluído da ACGJB, por 11 anos trabalhando com visão moderna permitindo a transformação da Associação – que na época, praticava o registro cartorial manual - numa entidade modernamente informatizada. Durante sua presidência, foram criadas novas delegadas estaduais - a carioca e a paulista - e ativada a mineira. Transferiu às delegadas estaduais mais poder de atuação, incentivando a criação de núcleos. Realizou, com técnicos canadenses, o “I Curso de Classificadores de Gado Jersey no Brasil”, e criou a revista “Raça Jersey”.


Representou a ACGJB em eventos nacionais e internacionais, como a Convenção Mundial da Raça Jersey em Costa Rica, e “otras cositas mas", diz Edgardo.


Continuando, com emoção Edgardo Perez conta: “Fui presidente eleito da ACGJB, gestão 1992/1995, tesoureiro em 1988/1991, e diretor na gestão do Ney Nogueira de 1995 a 1997. O principal objetivo da.minha gestão era transformar a Associação para que saísse da posição  estática e cartorial, em que se encontrava, tornando-a uma associação moderna e modernizante. Para alcançar esse objetivo foram necessárias várias etapas: 

1ª- descentralizar e agilizar o Serviço de Registro Genealógico, dando mais poder as delegadas, e para isso informatizamos a ACGJB (que tinha procedimentos arcaicos manuais); 2ª- capacitar aos técnicos possibilitando-lhes cursos como o de classificação; 3ª- aumentar a participação dos núcleos com sugestões à Diretoria para a toma de decisões; 4ª-criar as delegadas do Rio de Janeiro   e de São Paulo, reativando a de Minas Gerais.


Outras medidas tomadas que impulsionaram a brasileira: com os colegas do Holandês e do Pardo Suizo organizamos a I Expomilk reunindo, pela primeira vez,  as exposições de gado leiteiro em São Paulo; editamos a revista Raça Jersey. Sou Life Member da World Jersey Cattle Bureau na Ilha de Jersey”.


Edgardo Peres foi um participativo e simpático presidente da ACGJB, presente aos mais diversos eventos jersistas realizados pelo Brasil. Em Minas Gerais expunha principalmente na região sul, em São Paulo nas Nacionais, no Rio Grande do Sul acompanhou julgamentos na Expointer/Esteio. Em Pelotas realizou uma importante reunião, junto com a Diretoria da ACGJRS na época presidida pelo eng.agr. Elton Butierres, quando houve uma grande “afinação” entre as duas entidades, nessa ocasião acompanhado de outros diretores nacionais e de seu apoiador Luis Hector San Juan. O dedicado Roberto Lopes, médico veterinário, foi o superintendente do SRG durante a gestão de Edgardo.

As fotos a seguir, na Expointer 1992, são do arquivo particular do autor.



Na revista Raça Jersey nº 09 (julho/agosto de 1994), em sua primeira página o editorial resume as atividades da ACGJB desde o início da gestão de Edgardo Perez, na coluna à esquerda a composição da diretoria e, no canto à direita, um resumo do que se propõe o seu Caderno de Tecnologia.


Nessa mesma edição, em sua página 4 consta a assinatura de convênio com a ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE CRIADORES DE GADO JERSEY, assim como está sendo informado a implantação da informatização do SRG.



Em sua página 5, comunica ainda a ACGJB sobre auditoria no RS, leilões com seu apoio, reformulação nos certificados de registro, e avisa sobre  a Royal Agricultural Winter Fais 1994.


Já no editorial da edição nº 11 da Raça Jersey, em dezembro de 1994, a Diretoria comenta o sucesso da XIII EXPOSIÇÃO NACIONAL, do II LEILÃO OFICIAL, e do que se espera para 1995 no ANO DO LEITE JERSEY.



De seu atuante filho Fernando, expert na raça Jersey, o seguinte depoimento:


“Papai adquiriu a propriedade em 1982, no total de 75 ha, localizada no município de Pouso Alegre, sul de Minas Gerais. Nossa criação foi iniciada com a compra de 6 fêmeas e 1 macho de Anardino Costa, também criador naquele município, além de mais 4 fêmeas e 1 macho Holandês. A opção pela raça foi imediata, pois logo percebemos suas características de fácil manejo, e a forte paixão que conquistou a família não nos permitiu mais parar.


“Compramos outras Jerseys de vários criadores e, a cada dia que passava, estudávamos mais sobre famílias, cruzamentos, linha inglesa ou da América do Norte, etc.

“Passados já 7 a 8 anos de criação, recebemos a visita em nossa propriedade, e também o convite para visitar a sua, de quem consideramos nosso grande mentor: o querido amigo e, na opinião de nossa família, o maior conhecedor da raça naquela época, Ronald Bertgnolli. Com toda sua experiência e sabedoria, lembro-me que eu era ainda muito jovem e meu irmão Maurício ainda mais (temos 6 anos de diferença), após analisar nosso rebanho parou, e deu nossa primeira grande lição: pista faz o nome da cabanha, te faz entrar dinheiro pelo nome que a cabana faz, mas o que paga as contas é o leite do dia a dia, e vocês estão muito entusiasmados com a pista - invistam no manejo!!


“Aquilo mexeu conosco... continuamos apostando em animais bonitos, afinal sempre gostamos de pista, porém passamos a fazer controle leiteiro em todas nossas vacas.

 Contratamos um agrônomo, trouxemos um novo “gerente”, e tivemos uma transformação gigantesca no rebanho. Nesse período, animais que não fossem leiteiros eram descartados. Queríamos tipo e produção, e conseguimos.


“Tivemos algumas experiências no exterior, onde pudemos conhecer os principais rebanhos do Canadá e dos Estados Unidos, quando no início dos anos 90 recebemos o convite de quem consideramos nosso segundo grande mentor: num jantar em nossa casa, o Sr.Vittório di San Marzanno convidou-me e a Maurício a passar alguns meses em sua propriedade Piedmont Jersey Farm, no Canadá. Maurício foi primeiro, depois fui eu. Nessa oportunidade, trabalhamos com os animais mais famosos da época: Nadine, Sonata, Jewel, Dorie Dee, Flavou, dentre tantas outras, além de conhecermos e vivenciarmos o dia-a-dia de outras fazendas e criadores.

“Que experiência!!! Ainda hoje, acompanhamos bastante assuntos relacionados à Jersey: a paixão continua”.


De LUIZ HECTOR SAN JUAN, grande amigo e incentivador de Edgardo, o seguinte:

“A primeira exposição da raça Jersey da qual participei foi a Nacional de 1984, quando levei seis novilhas (sem tosquiar) e um touro, filho de “Title”, que tinha vindo no ventre de uma vaca comprada no criatório de Carlos Guilherme Rheingantz. Nessa exposição conheci meu compatriota, também criador de Jersey, Edgardo Perez que, mais tarde, foi grande Presidente da ACGJB, assim como um dos primeiros compradores de meu gado: começou adquirindo-me esse touro, daí nascendo nossa grande amizade que perdura até hoje”.


Na Revista dos Criadores, setembro de 1988 (fotos da família Perez):

“Há cinco anos, em Pouso Alegre/MG, iniciou-se uma criação de gado Jersey que, hoje, vem despontando como uma das melhores em termos de manejo e seleção.
“Seu proprietário, Edgardo Hector Perez, confidencia a preferência pela raça dizendo que <o Jersey une o útil ao agradável, ou seja, a rentabilidade com a beleza dos animais, sua esposa concordando plenamente>.


“Na Fazenda do Cervo existem 32 vacas, 24 novilhas, 16 bezerras e 6 touros reprodutores, sendo 51 PO, 7 POI e 18 PC. Perez dá grande importância ao tipo de touro usado para a inseminação de suas vacas, procurando utilizar sêmen de touros dos EUA e do Canadá, além dos grandes destaques da fazenda como RENAN DE SÃO PEDRO (tri-campeão progênie) e BUTIÁ ADVANCER RINGO (filho de Advancer Sleeping Milestone com a Grande Campeão de Esteio 1987 – Carisma Cassie Spot do Butiá que, em 365d, 2x, alcançou 7.065kg de leite e 352kg de gordura, inscrita no Livro de Escol-LE).


“A produção média diária está em torno de 20kg de leite B, e todas suas vacas são controladas pela ABC. Seu sistema de criação é o semi-confinado, para isso tendo sido organizado um bom programa de alimentação preenchendo todas as necessidades dos animais, composto por pastagens, silagem de milho, feno de alfafa, e ração balanceada de boa procedência.

“Como já foi atingido um equilíbrio na alimentação, no manejo e na seleção, está sendo implantada a transferência de embriões, primeiramente com a utilização de duas matrizes de ótimas linhagens, assim acelerando o processo seletivo.”


Edgardo Hector Perez foi, sem dúvida, um presidente aberto, eficiente, evoluído, que soube conduzir esta associação de caráter nacional com muita habilidade e talento, fortalecendo a participação dos jersistas de todos os estados reunidos, sob a forma de associações e núcleos de criadores de gado Jersey, delegando-lhes muitta autonomia. Sempre acompanhado de sua esposa, D.Mirta, e normalmente dos filhos Fernando e Maurício, às vezes também por Pablo e Vanessa, participou de diversos e importantes eventos da raça como expositor, como espectador, como comprador, como diretor e como presidente da ACGJB.


Grande expert em vinhos, nascido e criado em Mendoza, Argentina, é um grande propagandista da qualidade dos produtos daquela importante região conhecida na vitivinicultura internacional. Dizendo-se um “grande churrasqueiro”, há anos promete a alguns amigos (espero estar incluído) uma boa, farta e longa degustação de seus grelhados, principalmente com carne ovina, acompanhados dos melhores vinhos argentinos - de Mendoza, é claro!! (do autor)

Vinícola em Mendoza (arqu. do autor)

Restaurante de Francis Mallmann, em Mendoza (arqu.do autor)

Deixo aqui registrado que tenho um grande orgulho em conhecer e conviver com pessoas tão cultas, competentes e educadas como Edgardo Hector Perez & família, a foto abaixo rfegistrando um momento muito importante em minha vida jersista quando, como presidente da ACGJRS, recebi o presidente da ACGJB e a presidente da ASSOCIAÇÃO ARGENTINA, durante a EXPOINTER de 1992.



quarta-feira, 23 de outubro de 2019

TJ20 - CÉSAR WASHINGTON PROENÇA - OS PRESIDENTES DA ACGJB (VIII)


CÉSAR W.PROENÇA
1989 a 1992


A XI Expointer, de 27 de agosto a 04 de setembro de 1988 contou com a presença do casal CESAR WASHINGTON PROENÇA assistindo ao terceiro julgamento do uruguaio Alfredo Larosa em Esteio. Com 505 animais inscritos de 65 expositores, representando 28 municípios gaúchos, 3 municípios paulistas e 1 município uruguaio, 2 estados e 2 países, em sua terceira atuação na raça Jersey, foi uma das maiores mostras de Jersey no Brasil, nesta que é a maior exposição-feira da América Latina. Durante o churrasco comemorativo, com entrega da premiação Jersey, discursou apresentando-se como candidato oposicionista à presidência da ACGJB. Presente seu adversário, Vittorio di San Marzano, após ambos os pronunciamentos houve questionamento, pelos presentes, aos candidatos à liderança da entidade nacional, na gestão 1989/1991.

Proença prometeu uma ACGJB sem elitismo, aberta a todos os criadores, eficiente e eficaz - verdadeira prestadora de serviços aos associados - com publicações funcionando como veículos de prestação de serviços complementando a vivência do dia-a-dia dos criadores; reuniões abertas a todos os associados, pois a associação só existe em função deles não sendo propriedade de alguns poucos; instalação de terminais informatizados nas delegadas e escritórios regionais, com desburocratização na emissão dos registros; modificação do Ranking para 1989, tornando-o regional; atualização estatutária, mediante discução e com direito a voto aos associados das delegadas; criar o maior número possível de associações estaduais, com núcleos regionais, transformando a ACGJB numa entidade federativa, coordenadora das delegadas.

San Marzzano disse pretender difundir a raça e, principalmente, torná-la competitiva no mercado leiteiro do Brasil, unificando o ideal jersista continuando o programa progressista do presidente Raia. Foram homenageados D.Quinquinha Assis Brasil (1ª presidente da ACGJRS), Dr.Aldo Raia (atual presidente da ACGJB) e Dr.José Ronald Bertagnolli – gaúcho destacado no Jersey Brasileiro.

            Em campanha, circulou o seguinte material publicitário:


Em entrevista pela Revista Jersey (RJ), César Proença (Pro) assim respondeu:

RJ – Porque o sr.é candidato à presidência da ACGJB?
Pro - Minha candidatura se deve à solicitação de amigos. Eu não me dispunha, anteriormente porque já participei associativamente como diretor do Jockey Club de São Paulo por 15 anos, e sei que esse tipo de cargo despende muito tempo da gente. Cria-se muitas amizades, e algumas inimizades, por mais bem relacionado que se seja. Mas como, nos último 3 anos, a ACGJB com a falta de presença do Dr.Aldo Raia ficou na mão de alguns assessores que não estão à altura, nem com competência, nem com um nível de entendimento perfeito para levar as coisas a bom termo, vem se deteriorando seja no atendimento aos associados, seja na parte de registros e uma série de outras inconveniências. Por outro lado, estamos fazendo um investimento alto em Jersey através da Agropecuária Guail e, atendendo pedido do meu filho, é preciso organizar a associação, senão estaremos aplicando recursos num mau negócio.

RJ – Há quanto tempo o sr.cria Jersey?
Pro – Eu criava cavalos de corrida. Aí adquiri um lote de 15 novilhas e um touro do Pinheiro Machado, por volta de 1978, apenas para fornecer leite aos cavalos. Posteriormente, desisti dos equinos e passei a gostar do gado Jersey. Hoje, tenho um bom plantel e, na Agropecuária Guail, estamos investindo muito para a produção de 6 mil a 10 mil litros/dia de leite Jersey, inclusive tipo A.



RJ – Quais os principais pontos de sua plataforma?
Pro – A extensão territorial do Brasil é muito grande. A ACGJB está localizada em São Paulo. Como delegadas constam apenas as associações do Rio Grande do Sul e a do Paraná. Mas acho que todos os estados que tenham potencial para instalar uma delegada, devem ser estimulados. A ACGJB se tornaria, assim, uma confederação, e teria as associações estaduais que administrariam toda a parte de registros genealógicos, posteriormente encaminhados à brasileira – que seria o cartório. Com as federações como delegadas, seria muito mais fácil administrar o Jersey no País. A ACGJB tem, hoje, pouco mais de 800 associados registrados. Muitos não o são porque fazem parte das delegadas. Mas isso não deveria impedi-los de, concomitantemente, se associarem à brasileira e terem direito a voto na eleição. Hoje, apenas os criadores de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro tem direito a voto. Os criadores do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina estão impedidos de votar. O Rio Grande do Sul tem direito a apenas um voto. Temos de democratizar isso e conceber uma associação transparente. A Taxa de inscrição também é um impecilho para os pequenos criadores. Em Santa Catarina, há centenas. Pode-se cobrar em emolumentos, que dão retribuição imediata a quem contribui. O número de associados aumentaria e daria mais representatividade à associação. No dia em que a ACGJB tiver de oito a dez mil sócios, terá mais força de pressão que hoje, com apenas 800. E isso é possível: apenas no Rio Grande do Sul há 3.500 criadores.

RJ – Quais são, em linhas gerais, as funções da ACGJB?
Pro – Fomento, leilões e exposições, e registro genealógico, principalmente. Mas isso deve passar às delegadas. Apenas o caráter cartorário dos registros permanecerá com a ACGJB.

RJ – Com as prioridades citadas, dá para se fazer uma boa administração?
Pro – Acredito que sim. Quando não se pretende centralizar todos os poderes numa só pessoa, mas delegar, há mais facilidade em se administrar. A informática também é um bem importante, principalmente para registros e bancos de dados. As delegadas teriam terminais ligados à central na ACGJB. Para se ter uma idéia da precariedade existente hoje, há criadores com touros nas centrais de inseminação artificial sem poder comercializar o sêmen porque não dispõem de registros definitivos desses animais. Sem contar a falta de atendimento aos associados. Mas se tiver, em cada estado, uma delegada, os problemas serão mais facilmente resolvidos.

RJ - O sr.se julga bem assessorado para ser um bom presidente?
Pro – Meu grupo é muito bom. São todos homens bem-sucedidos na vida profissional, realizados, que gostam do Jersey e querem fazer um bom trabalho em prol da raça.

RJ – Como o sr. encara a existência de dois candidatos à presidência da ACGJB? A Associação não fica menos forte com a divisão?
Pro – Eleição em associação sempre é bom e estimulante. Eu sou contrário à reeleição. Quem entra, vem com ideias novas, mais vigor. E quem fica muito tempo, se acomoda. Sou candidato para brigar contra o continuísmo pretendido pela situação. Meu grupo quer modernizar a ACGJB.

RJ – Para finalizar, gostaria que o sr. deixasse um recado aos criadores que vão decidir quem será o futuro presidente da ACGJB.
Pro – Todos os criadores podem ter a certeza de contar conosco, com nossa dedicação e nosso trabalho para o desenvolvimento da raça Jersey no Brasil. A meu ver, o Jersey é o gado certo para um país tropical como o nosso, haja vista que ele predomina na Austrália, na Nova Zelândia. Seu leite é mais rico. Nos Estados Unidos, os produtos à base de leite Jersey têm preços diferenciados, e no Brasil é o produto com valor nutricional exato para resolver os problemas de nutrição no Nordeste, por exemplo.


A chapa FRENTE RAÇA JERSEY, com liderança de César W.Proença, venceu as eleições, assumindo com a seguinte composição:

Presidente: Cesar Washington Alves de Proença
Vice-Presidentes: Vera Regina de Carvalho Levy (SP), Werner Höeschl (SC), Helcio Reis Paiva (MG), Orlando Sampaio Passos (BA), Geraldo Cesar C.Almeida (PR)
Diretores Secretários: J.Paulo M.de Sá e Oscar Emilio Welker Jr
Diretores Tesoureiros: Edgardo Hector Perez e Walter Rodrigues
Diretor de Exposições: José Alberto da Fonseca.
Diretor de Fomento: José Theóphilo F.da Silva.
Diretores: Tancredo Alves Furtado Jr, Hélio Macedo S. e Silva, Pedro Domingues V.Sabino, Luzia Margarida Seabra Eiras e Eriel Ed Carvalho.
Conselho Fiscal (efetivos): Rita Ferreira Soares, Feliciano Antonio Junqueira e Rubens Rosseti Gonçalves.
Conselho Fiscal (suplentes): José Alves Cruvinel Jr, José C.N.Carvalho e Silva, e Luis Antonio Loureiro
Conselho Deliberativo Técnico: Ronald Leite Rios (Superintendente do SRG), Aloisio Marconde D.de Souza (med.vet.), Walter Pinto Alves Jr (med.vet.), Antonio Carlos Pinheiro Machado Jr (eng.agr.), Álvaro Luiz Marques Magalhães (med.vet.), e Paulo Eduardo Martins Angerami (representante do MARA).
Diretores ad-hoc de Fomento: José Ronald Bertagnolli, Heitor Ayres Pinheiro Machado Neto e Alderico Nogueira Carvalho.
Diretor ad-hoc Exposição: Washington Rodrigues Pereira de Proença Neto.
Diretor ad-hoc (Barbacena): Márcio Aguiar de Senna Figueiredo.
Diretor ad-hoc (Recife): José Joaquim Dias Fernandes

            O Regulamento do Ranking 89 inovou com a realização de competições estaduais que credenciarão os criadores à exposição nacional, no final do ano. A forma de realização do Ranking Nacional de Expositores e Criadores foi definida em reunião a 17 de maio de 1989, com a participação do presidente da ACGJB, César Proença, e os membros da Comissão do Ranking – Antonio Carlos Pinheiro Machado, Luis Hector San Juan e Tancredo Alves Furtado (este por delegação do sr. Helcio Reis Paiva).



           
            A idéia inicial do Ranking Nacional ser trienal, após consulta a criadores, foi substituída pelo Ranking Anual, com credenciamento prévio através da participação dos expositores nos rankings estaduais. Desta forma, ficam credenciados a participar da etapa nacional os expositores que tenham obtido, a cada ano, a classificação até 10º lugar em seu respectivo estado, cuja primeira decisão nacional (ranking 89) se dará na Exposição Nacional de 1990. Valendo apenas os pontos no certame nacional, o vencedor do Ranking Nacional ficará definido, e assim sucessivamente nos anos subsequentes. Com o intuito de incrementar e tornar mais intenso o intercâmbio entre os estados, com benefício para todas as regiões, bem como para evitar sacrifícios desiguais aos criadores de todo o país, ficou determinado que a Exposição Nacional será realizada a cada ano num estado diferente, inicialmente instituídos quatro estados para serem sede nos próximos 4 anos: Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. A Exposição Nacional de 1989, que ocorrerá em São Paulo no outubro próximo, não está incluída no Ranking Nacional de 1989 por não haver, ainda, credenciamento prévio dos expositores, começando o rodízio em 1990, cuja ordem será realizada em comum acordo com os representantes de cada estado, ou por sorteio, sendo definido o mês de maio para a Exposição Nacional.

Em 20 de novembro de 1990, na cidade do Rio de Janeiro, foi fundada a ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE GADO JERSEY DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, filiada à ACGJB, tendo como presidente Eduardo Campos (1990/92).

Em 1990, elaborado por ANTÔNIO CARLOS PINHEIRO MACHADO JR., Proença apresenta o trabalho "JERSEY, conheça-o melhor", com 9 patrocinadores:




            No final de seu mandato, o presidente Proença publicou na revista Agropecuária Tropical:




            Proença cumpriu um ótimo mandato, foi muito participativo comparecendo a diversas exposições em todos os estados jersistas brasileiros. Simpático, primou pela facilidade de relacionamento e comunicação, sempre acompanhado por sua educada e agradável esposa.




domingo, 6 de outubro de 2019

TJ19 - ALDO A.RAPHAEL RAIA - OS PRESIDENTES DA ACGJB (VII)


ALDO A.RAPHAEL RAIA
1980 a 1988


 O PRESIDENTE ALDO RAIA
1980 – em 14 de agosto foi eleita e empossada a nova diretoria da ACGJ, para o biênio 1980/82, tendo como presidente o Dr.ALDO A.RAPHAEL RAIA. Em 02 de setembro, realizou-se sua primeira reunião, com o tema “a disseminação da raça Jersey”. Foi aprovada a nova redação do Estatuto Social, mudando a denominação oficial para “ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE GADO JERSEY DO BRASIL”, com o mandato da diretoria prorrogado para três anos. Em 09 de outubro, Gilberto Filgueiras (Spazio Verde – Urbanizações, Participações e Promoções Imobiliária S/C Ltda) doou instalações no recinto da Exposição Municipal Agropecuária de Avaré para a ACGJB, sua posse ocorrendo em 04 de novembro, durante a XVI EMAPA de Avaré-SP, quando aconteceu a 1ª Expo Paulista de Bovinos da Raça Jersey. Em 26 de de outubro foi mudada a sede da Associação do antigo pavilhão para a Casa do Fazendeiro, prédio nº 23 do mesmo Parque da Água Branca, publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo à página 18 em 31 de outubro de 1980. Das acanhadas instalações de então, surgiu uma ampla e confortável sede, dotada de mobiliário moderno, suficientemente aparelhada para atender às exigências de uma Associação de caráter nacional, contando com serviços de secretaria, sala para os sócios, local de reuniões e sala para a diretoria.

1981 – em 02 de julho foi convocada e realizada a Assembléia Geral Extraordinária, ocorrendo a alteração parcial estatutária nos capítulos da Administração e do Conselho Técnico, eleição de novos membro do Conselho Fiscal, aprovação do Regulamento de Registro Genealógico - este último, por solicitação do dr.LEO GUIMARÃES  (representante do MAA na ACGJB), elaborado em conjunto com o dr.Flávio Abrantes e o eng.agr.Carlos G.Rheingantz (ambos diretores técnicos da ACGJRS). Em 01 de dezembro foi formado o NÚCLEO DE CRIADORES DE GADO JERSEY DE POUSO ALEGRE-MG. O I Leilão Nacional da Raça Jersey foi realizado em 06 de junho, no Parque da Água Branca-SP, pela Leiloeira Remate. Foi publicada a 1ª edição do opúsculo Gado Jersey, no mês de julho.

1982 – Ocorreu a I EXPOSIÇÃO NACIONAL DE GADO JERSEY, no Parque da Água Funda-SP, de 05 a 13 de junho, com 247 animais de 19 expositores, no evento lançado o material de marketing decisivo: ALGUMAS RAZÕES PARA PREFERIR O JERSEY. O nome do juiz desse evento será, posteriormente, incluído nesta postagem. Saliente-se que a I EXPOSIÇÃO NACIONAL assinalou uma das maiores participações de Jersey em exposições no Brasil, com 247 animais julgados, “as fêmeas exibindo sua graça, sua delicadeza, seu vasto e generoso úbere, e os machos seu vigor físico e virilidade”, superada apenas por algumas das grandes mostras anuais em Esteio/RS (1976, 1977, 1980, 1981 e 1982) sucedendo às históricas exposições no Parque do Menino Deus a partir de 1971, conforme quadro abaixo (dados oficiais da Secretaria da Agricultura do RS).

ANO
ESTEIO/RS - JUIZ
EXPOSITORES
JERSEYS
1971
Alfredo Larosa,Ur.
22
128
1972
Alfredo Larosa,Ur.
27
208
1973
João PSBochado, RS
20
154
1974
Tom H.Bradley, ING
28
189
1975
Celso Meirelles, SP
26
225
1976*
Severo Gomes, SP
28
277
1977*
Manoel CSoares, RS
33
266
1978
Frank Stenger, CAN
34
227
1979
W.Hoeschell Nt, SC
29
205
1980*
Severo Gomes, SP
42
349
1981*
M.Cecília G.de Haedo, Ur.
46
295
1982*
Keith Bucher, CAN
48
341

Em 01 de dezembro, foi constituído e registrado o NÚCLEO DOS CRIADORES DE GADO JERSEY DA REGIÃO DA MANTIQUEIRA-BARBACENA-MG. A Jersey passou a participar com elevado número de animais expostos, e excelente apresentação, em exposições do interior de SP, MG, RJ e, nas já tradicionais no RS, chegando a seu auge (Pelotas, Bagé, São Lourenço, Pedro Osório, Taquara, Alegrete, etc).

 “Considero nossa missão cumprida. Digo nossa porque o trabalho não foi apenas meu, porém de toda a Diretoria, integrada por companheiros que souberam levar a cabo as tarefas que lhes foram atribuídas com toda a galhardia, nos diversos setores. Todos merecem um voto de louvor pelo muito que fizeram, sempre com o objetivo primordial de elevar cada vez mais, de disseminar, de fomentar a raça Jersey, tal sua utilidade para o melhoramento do padrão zootécnico do rebanho leiteiro nacional”, declarou Aldo Raia alguns minutos antes de ser reeleito Presidente da ACGJB, por aclamação perante um grande número de associados como jamais havia ocorrido em eleições anteriores. Quando Aldo Raia assumiu a presidência, em 1980, existiam 85 sócios diretamente filiados à entidade. Ao terminar seu primeiro mandato, o número de associados diretos havia passado para 197, num aumento de 232% indicando o progresso associativo.

1983 – Em 1º de março, Aldo Raia assumiu pela segunda vez a presidência da ACGJB, para o período 1983/86. “Vamos prosseguir nosso trabalho com o mesmo entusiasmo demonstrado nos três anos que passaram. Espero continuar recebendo a colaboração de todos, diretores, associados e funcionários, os quais, irmandados, farão com que atinjamos nossos elevados objetivos”, declara o presidente reeleito. Encerrada a reunião, ambiente de euforia. Na parede que dá a frente para a pista de exposições do Parque Fernando Costa, na Água Branca, o retrato do Dr.Mário Lopes Leão, ex-presidente, que com muito esforço e luta conseguiu trazer a sede da entidade para São Paulo, onde realizou uma obra extraordinária.

Ainda em março houve a I EXPO-LEILÃO DE GADO JERSEY, na Água Branca, com a exibição de animais de “ótimos sangue e raça”, comercializados por valores deixando vendedores e compradores satisfeitos. Realizado de 24 a 27de março no Parque da Água Branca-SP, ofertou 80 animais PO e PC. Realizada a II EXPOSIÇÃO NACIONAL DA RAÇA JERSEY, também na Água Branca, no período de 28 de maio a 06 de junho, com 259 inscritos de 14 expositores julgados pela uruguaia Maria Cecília Gardinal de Haedo.


Em 28 de junho foi enviado, à Binagri-Biblioteca Nacional da Agricultura, pedido de informações sobre a localização das principais bacias leiteiras do país e a composição desses rebanhos quanto às raças, com as indicações sobre o tamanho de cada um deles ( grandes, médios ou pequenos), a produção de leite de cada região, com a finalidade de avaliar a conveniência e oportunidade de introdução de machos Jersey nos diversos rebanhos existentes, de diferentes raças e mestiçagens, para a obtenção do melhoramento da produção leiteira resultante de cruzamentos dirigidos. A mesma correspondência foi enviada à Associação dos Produtores de Leite Tipo B, ao Secretário Nacional de Abastecimento, e ao Sindicato da Indústria de Laticínios de São Paulo. 

Em 30 de junho foi realizada a I EXPOSIÇÃO DE GADO JERSEY DE BARBACENA-MG. Evento que marcou época na história da Raça Jersey foi o II EXPOLEILÃO DE GADO JERSEY realizado no Maksoud Plaza Hotel-SP, nos dias 20 a 22 de outubro, quando foram arrematados 48 machos e fêmeas PO, uma vaca Jersey PO leiloada em favor das obras sociais do Palácio do Governo do Estado de São Paulo. Em 05 de outubro foi fundado o NÚCLEO DOS CRIADORES DE GADO JERSEY DO CEARÁ, em Fortaleza.

1984 – No dia 23 de abril foi celebrado um acordo entre a ACGJB e a Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo objetivando o desenvolvimento de programas de trabalhousando a seleção, o melhoramento zootécnico e o fomento da raça Jersey no Brasil. Realizada a III EXPOSIÇÃO NACIONAL DA RAÇA JERSEY na Água Funda-SP, comparecendo 298 Jersey PO e PC de 22 expositores, e o nome do juiz a ser divulgado futuramente nesta postagem. Em 06 de outubro foi fundado o NÚCLEO DOS CRIADORES DA BAHIA, em Salvador.

1985 – Foi realizada a IV EXPOSIÇÃO NACIONAL DE GADO JERSEY e REUNIÃO DO CONSELHO MUNDIAL DO WORLD JERSEY CATTLE BUREAU, no período de 05 a 10 de fevereiro na Água Branca-SP, com 329 animais de 26 expositores, e o nome do respectivo juiz será posteriormente acrescentado a esta postagem. Compareceram representantes da África do Sul, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Nova Zelândia, Argentina e Ilha de Jersey, comandados pelo presidente da WJCB – o britânico Derrick Frigot. 


1986 – Em 23 de janeiro foram embarcados 20 tourinhos para o Ceará. Em 26 de fevereiro foi realizada eleição, sendo duas chapas concorrentes: chapa “Assis Brasil – encabeçada pelo Dr.Antônio Carlos Pinheiro Machado”, e a chapa “Jersey – tendo o Dr.Aldo Antônio Rafael Raia na presidência”, vencendo a última para o triênio 1986/89. O número de associados era de 481. Foi realizada a V EXPOSIÇÃO NACIONAL DE GADO JERSEY, julgada por um trio de juizes (dos EUA, da África do Sul e da Ilha de Jersey) no período de 17 a 25 de maio, na Água Funda. A Exposição foi inaugurada pelo Ministro da Agricultura Iris Rezende. Foram julgadas 553 animais de 44 expositores de vários estados brasileiros, demonstrando a adaptabilidade da raça em todas as regiões e climas deste país continente. Uma cerimônia emocionante, contando com a presença do primeiro presidente da ACGJ – Sr.Theodoro Eduardo Duvivier e esposa, D.Maria Eudoxia – amigos e familiares dos demais homenageados, marcou a inauguraçao da GALERIA DOS PRESIDENTES DA ACGJB, no dia 23, solenidade conduzida pelo vice-presidente José Luiz Faria do Amaral que, após emocionado discurso, solicitou aos familiares que instalassem as respectivas fotos. 


Foi fundado o NÚCLEO DOS CRIADORES DE GADO JERSEY DO PARANÁ, em Curitiba, no dia 26 de novembro, sob a presidência de Geraldo Cesar Cerrano de Almeida. O JERSEY EM NOTÍCIAS, órgão oficial da ACGJB, passou a ser impresso, dotando os jersistas de notícias técnicas, políticas e sociais de todo o Brasil relativas à raça Jersey e à produção leiteira. De 8 a 15 de julho durante a 28ª EXPOSIÇÃO ESTADUAL DE AGROPECUÁRIA de Belo Horizonte, com a participação de 125 Jersey na argola, Aldo Raia manteve contatos com o governador Hélio Garcia e o Secretário da Agricultura e Pecuária de MG, engº agrº José Hamilton Ramalho, conseguindo uma sala para os jersistas da região de Belo Horizonte centralisarem suas atividades, há muito reivindicado pelos criadores regionais, . Neste ano foi, também, assinado convênio entre a ACGJB e a Secretaria da Agricultura do CE para fornecimento de 100 matrizes Jersey PO. Teve excelente repercussão matéria da Dra.Elza de Barros Fagundes sobre a raça Jersey, publicada na edição de abril da revista Globo Rural. 

No final de maio, o presidente Aldo Raia esteve presente à inauguração da sede própria da ACGJRS, a filiada gaúcha, no Parque de Exposições Ildefonso Simões Lopes – da Associação Rural de Pelotas – em cuja solenidade manteve contato com o Secretário da Agricultura do RS, o jersista Dr.João Salvador Souza Jardim, com um significado especial já que os companheiros gaúchos lutavam há 40 anos por uma sede própria e, aproveitando a viagem a Pelotas, Aldo Raia prestou justa e carinhosa homenagem à D.Quinquinha de Assis Brasil.


Em setembro, os criadores mineiros realizaram a II CONVENÇÃO NACIONAL DOS CRIADORES DE GADO JERSEY, e uma excursão à Ilha de Jersey foi organizada pela ACGJB.

1987 – Em fevereiro, o presidente da ACGJB recebeu telex do sr.Larry Kempton - diretor de divulgação do JCC – dizendo: “Obrigado pela sua excelente carta de 3 de fevereiro e pelo seu empenho na defesa do interesse dos seus membros; nas nossas viagens por 10 países fora dos EUA, em 1986, nenhum deles mostrando o pontencial de expansão da Jersey como ficou evidente no Brasil. Nós, sinceramente, desejamos colaborar nessa expansão e ver sua Associação crescer e prosperar”. Foram doados 19 tourinhos para serem leiloados entre os associados do Sindicato Rural de Goiás, em março, e no dia 23 desse mês foi realizado um encontro de criadores com especialistas do Canadá divulgando diversas técnicas utilizadas naquele país. 

A VI EXPOSIÇÃO NACIONAL DE GADO JERSEY ocorreu de 18 a 24 de maio, e o juiz foi o eng.agr.Carlos Guilherme Rheingantz, com 566 animais expostos. Durante a exposição aconteceu o I CURSO DE JURADOS DA RAÇA JERSEY, credenciando 98 juízes (68 do Estado de SP, 9 de SC, 9 de MG, 4 do RS, 2 do RJ e 1 do CE. 


No dia 20 de maio, foi assinado um termo de convênio entre o Ministério da Agricultura, Secretarias de Agricultura dos estados, e a ACGJB, visando impulsionar o programa de doação de machos Jersey de maneira mais ampla e abrangente. Em 17 de setembro foi fundado o NÚCLEO DE CRIADORES DE GADO JERSEY DO PLANALTO, em Brasília-DF. Em outubro, foi proposto o Ranking de Exposição, iniciando com a EXPOSIÇÃO DE AVARÉ “XXIII EMAPA-87”, em dezembro, e finalizando em outubro de 1988 com a EXPOSIÇÃO NACIONAL DO CINQUENTENÁRIO. Em dezembro, foram 28 tourinhos para Manaus e, em fevereiro de 1988, seguiram outros 28 para Campo Grande-MS.

1988 – em abril foram doados 10 machos para o NÚCLEO DE UBERADA-MG, 31 para MS, e 45 para BA. Hoje a ACGJB tem 1092 associados e 3 subdelegadas – Associação de Criadores de Gado Jersey do RS em Pelotas (presidente: Carlos Alberto T.Petiz), Associação de Criadores de Bovinos em Curitiba-PR, e Associação Catarinense de Criadores de Bovinos em Florianópolis. 

Em 15 de outubro, exaltando a importância do leite para o desenvolvimento físico-mental do indivíduo, e enfatizando a constante busca da eficiência reprodutiva, o Dr.Aldo Raia – presidente da ACGJB – inaugurou a VII EXPONACIONAL DA RAÇA JERSEY, no parque da Água Funda-SP, com a presença de representantes de todos os estados de forma a consolidar a Jersey como “RAÇA EM FRANCA EVOLUÇÃO NO BRASIL”. Foram 664 Jerseys inscritas na última etapa do “Ranking 88”, julgadas pelo inglês Mr.Alan Cjowdany. Foram premiados criadores e expositores em 12 eventos regionais tendo, como grande vencedor, o destacado ANTÔNIO CARLOS PINHEIRO MACHADO (Estância Nova Querência), recebendo o título de MELHOR CRIADOR DA RAÇA JERSEY NO BRASIL em 1988.


O CRIADOR ALDO RAIA (artigo na Revista dos Criadores, abril de 1983)


Além das atividades diretivas na ACGJB, o advogado Aldo Raia ainda encontrava tempo para se dedicar à Fazenda Limoeiro, dirigida juntamente com o filho Willian Labaki, e localizada nas vizinhanças da Rodovia Castelo Branco, em Itu-SP.

Nos 60 alqueires da fazenda encontra-se um excelente rebanho de gado Jersey, todos PO, além de 30.000 pés bastante produtivos de café (10 alqueires), e 5 alqueires cobertos por matas naturais.

A sede se encontra entre gramados e jardins bem cuidados, tendo em anexo piscina e quadra de tênis cercados por árvores ornamentais plantadas sob orientação de sua esposa.


Segundo palavras do Dr.Raia, de Willian, e do gerente Omar Di Dio, “a meta principal é a criação dos bezerros, futuras vacas e reprodutores, e a manutenção do alto nível do rebanho, sendo o leite e o café considerados como sobra da produção”. Todos os machos, normalmente o ponto mais crítico nas criações de gado leiteiro, estão sendo vendidos nesses últimos anos, e muitos dos compradores retornando para novas aquisições, vindo de encontro à orientação futura da ACGJB “visando povoar o Brasil de machinhos Jersey, inserindo-os junto aos criadores e nos cruzamentos com as fêmeas nativas das várias regiões do país”.

O rebanho está formado por 133 Jersey, sendo 29 vacas POI (importadas da Ilha de Jersey com o touro Lynn’s Gamboge Ruller em 1979), 14 POI (importadas do Uruguai), 30 vacas crioulas da fazenda, 10 fêmeas vindas do Rio Grande do Sul, 25 novilhas entre 10 e 18 meses, 24 jovens, além do touro acima citado (filho de Munifordias Gamboge, considerado em 1980 o melhor touro da Ilha, e neta de Munifordias Oxfordia 4Th – recordista de produção leiteira com a marca superior a 200 mil libras de leite).


O touro Lynn’s Gamboge Ruller deixou grande descendência e, a partir daí, foi complementado pela inseminação artificial dos touros Valentino, Sleeping Milestone, Stardust Gemini, Bright Spot, Gay Laddie, Vedas Star Lad e Cardinal, baseado no plano genético da ABS aplicado pela PECPLAN.

Oito piquetes, todos cercados por arame liso, contendo bebedouros, cochos para minerais, e alguns ranchos cobertos de sapé, utilizados em rodízio pelas diversas categorias dos animais, estão cobertos por capimngola, napiê, braquiária e sectária. O gado pode ter à disposição rolão de milho e silagem, de acordo com sua categoria e época do ano, além de ração preparada na fazenda. As 25 vacas em lactação recebem cerca de 8 kg de ração, e silagem à vontade, produzindo média de 10 litros diários de leite “B” com 5,5 a 6,0% de gordura.

O rebanho da Limoeiro, de alta qualificação, tem participado de exposições, alcançando sempre bons resultados. Na EXPANDE 82 o touro L.G.Ruller obteve o primeiro prêmio, e sua progênie foi a campeã Progênie de Pai; a vaca Nirvana da Perétua, por sua vez, foi a Grande Campeã. Na I EXPO NACIONAL DE GADO JERSEY, também em 1982, a Limoeiro adquiriu a vaca Itacai Bengale por preço recorde brasileiro.

Diversas vacas foram inscritas no Livro de Escol, como Odalisca da Perpétua, Margareth’s Design, El Cardenalito 15, e Santa Vallant 2º Royal, por exemplo.


Do autor: o dr.ALDO RAIA, sem sombra de dúvidas, foi o responsável pela abertura da Associação de Criadores de Gado Jersey do Brasil, e pela valorização da raça Jersey, em todos os recantos agropecuários nacionais, contando com o inestimável apoio de diversos jersistas de todo o Brasil, em particular pelos dirigentes da ACGJRS e pelos membros de sua diretoria, em especial do saudoso Kemal Labaki - Diretor Tesoureiro.



TJ43 - 30 ANOS DA JERSEY MINAS

  ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE GADO JERSEY DE MG Cap.I - SUA FUNDAÇÃO EM 28 DE FEVEREIRO DE 1991 ...