CÉSAR
W.PROENÇA
1989
a 1992
A XI Expointer, de 27 de agosto a 04 de
setembro de 1988 contou com a presença do casal CESAR WASHINGTON PROENÇA
assistindo ao terceiro julgamento do uruguaio Alfredo Larosa em Esteio. Com 505
animais inscritos de 65 expositores, representando 28 municípios gaúchos, 3
municípios paulistas e 1 município uruguaio, 2 estados e 2 países, em sua
terceira atuação na raça Jersey, foi uma das maiores mostras de Jersey no
Brasil, nesta que é a maior exposição-feira da América Latina. Durante o churrasco comemorativo, com entrega
da premiação Jersey, discursou apresentando-se como candidato oposicionista à presidência da
ACGJB. Presente seu adversário, Vittorio di San Marzano, após ambos os
pronunciamentos houve questionamento, pelos presentes, aos candidatos à liderança
da entidade nacional, na gestão 1989/1991.
Proença prometeu uma ACGJB sem elitismo,
aberta a todos os criadores, eficiente e eficaz - verdadeira prestadora de
serviços aos associados - com publicações funcionando como veículos de
prestação de serviços complementando a vivência do dia-a-dia dos criadores;
reuniões abertas a todos os associados, pois a associação só existe em função deles
não sendo propriedade de alguns poucos; instalação de terminais informatizados
nas delegadas e escritórios regionais, com desburocratização na emissão dos
registros; modificação do Ranking para 1989, tornando-o regional; atualização
estatutária, mediante discução e com direito a voto aos associados das
delegadas; criar o maior número possível de associações estaduais, com núcleos
regionais, transformando a ACGJB numa entidade federativa, coordenadora das
delegadas.
San Marzzano disse pretender difundir a raça
e, principalmente, torná-la competitiva no mercado leiteiro do Brasil, unificando
o ideal jersista continuando o programa progressista do presidente Raia. Foram
homenageados D.Quinquinha Assis Brasil (1ª presidente da ACGJRS), Dr.Aldo Raia
(atual presidente da ACGJB) e Dr.José Ronald Bertagnolli – gaúcho destacado no
Jersey Brasileiro.
Em campanha, circulou o
seguinte material publicitário:
Em entrevista pela Revista Jersey (RJ), César Proença (Pro) assim respondeu:
RJ
– Porque o sr.é candidato à presidência da ACGJB?
Pro
- Minha candidatura se deve à solicitação de amigos. Eu não me dispunha,
anteriormente porque já participei associativamente como diretor do Jockey
Club de São Paulo por 15 anos, e sei que esse tipo de cargo despende muito
tempo da gente. Cria-se muitas amizades, e algumas inimizades, por mais bem
relacionado que se seja. Mas como, nos último 3 anos, a ACGJB com a falta de
presença do Dr.Aldo Raia ficou na mão de alguns assessores que não estão à
altura, nem com competência, nem com um nível de entendimento perfeito para
levar as coisas a bom termo, vem se deteriorando seja no atendimento aos
associados, seja na parte de registros e uma série de outras inconveniências.
Por outro lado, estamos fazendo um investimento alto em Jersey através da
Agropecuária Guail e, atendendo pedido do meu filho, é preciso organizar a
associação, senão estaremos aplicando recursos num mau negócio.
RJ
– Há quanto tempo o sr.cria Jersey?
Pro
– Eu criava cavalos de corrida. Aí adquiri um lote de 15 novilhas e um touro do
Pinheiro Machado, por volta de 1978, apenas para fornecer leite aos cavalos.
Posteriormente, desisti dos equinos e passei a gostar do gado Jersey. Hoje,
tenho um bom plantel e, na Agropecuária Guail, estamos investindo muito para a
produção de 6 mil a 10 mil litros/dia de leite Jersey, inclusive tipo A.
RJ
– Quais os principais pontos de sua plataforma?
Pro
– A extensão territorial do Brasil é muito grande. A ACGJB está localizada em
São Paulo. Como delegadas constam apenas as associações do Rio Grande do Sul e
a do Paraná. Mas acho que todos os estados que tenham potencial para instalar
uma delegada, devem ser estimulados. A ACGJB se tornaria, assim, uma
confederação, e teria as associações estaduais que administrariam toda a parte
de registros genealógicos, posteriormente encaminhados à brasileira – que seria
o cartório. Com as federações como delegadas, seria muito mais fácil administrar
o Jersey no País. A ACGJB tem, hoje, pouco mais de 800 associados registrados.
Muitos não o são porque fazem parte das delegadas. Mas isso não deveria
impedi-los de, concomitantemente, se associarem à brasileira e terem direito a
voto na eleição. Hoje, apenas os criadores de São Paulo, Minas Gerais e Rio de
Janeiro tem direito a voto. Os criadores do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa
Catarina estão impedidos de votar. O Rio Grande do Sul tem direito a apenas um
voto. Temos de democratizar isso e conceber uma associação transparente. A Taxa
de inscrição também é um impecilho para os pequenos criadores. Em Santa
Catarina, há centenas. Pode-se cobrar em emolumentos, que dão retribuição
imediata a quem contribui. O número de associados aumentaria e daria mais
representatividade à associação. No dia em que a ACGJB tiver de oito a dez mil
sócios, terá mais força de pressão que hoje, com apenas 800. E isso é possível:
apenas no Rio Grande do Sul há 3.500 criadores.
RJ
– Quais são, em linhas gerais, as funções da ACGJB?
Pro
– Fomento, leilões e exposições, e registro genealógico, principalmente. Mas
isso deve passar às delegadas. Apenas o caráter cartorário dos registros
permanecerá com a ACGJB.
RJ
– Com as prioridades citadas, dá para se fazer uma boa administração?
Pro
– Acredito que sim. Quando não se pretende centralizar todos os poderes numa só
pessoa, mas delegar, há mais facilidade em se administrar. A informática também
é um bem importante, principalmente para registros e bancos de dados. As
delegadas teriam terminais ligados à central na ACGJB. Para se ter uma idéia da
precariedade existente hoje, há criadores com touros nas centrais de
inseminação artificial sem poder comercializar o sêmen porque não dispõem de
registros definitivos desses animais. Sem contar a falta de atendimento aos
associados. Mas se tiver, em cada estado, uma delegada, os problemas serão mais
facilmente resolvidos.
RJ
- O sr.se julga bem assessorado para ser um bom presidente?
Pro
– Meu grupo é muito bom. São todos homens bem-sucedidos na vida profissional,
realizados, que gostam do Jersey e querem fazer um bom trabalho em prol da
raça.
RJ
– Como o sr. encara a existência de dois candidatos à presidência da ACGJB? A
Associação não fica menos forte com a divisão?
Pro
– Eleição em associação sempre é bom e estimulante. Eu sou contrário à reeleição.
Quem entra, vem com ideias novas, mais vigor. E quem fica muito tempo, se
acomoda. Sou candidato para brigar contra o continuísmo pretendido pela
situação. Meu grupo quer modernizar a ACGJB.
RJ
– Para finalizar, gostaria que o sr. deixasse um recado aos criadores que vão
decidir quem será o futuro presidente da ACGJB.
Pro
– Todos os criadores podem ter a certeza de contar conosco, com nossa dedicação
e nosso trabalho para o desenvolvimento da raça Jersey no Brasil. A meu ver, o
Jersey é o gado certo para um país tropical como o nosso, haja vista que ele
predomina na Austrália, na Nova Zelândia. Seu leite é mais rico. Nos Estados
Unidos, os produtos à base de leite Jersey têm preços diferenciados, e no
Brasil é o produto com valor nutricional exato para resolver os problemas de
nutrição no Nordeste, por exemplo.
A
chapa FRENTE RAÇA JERSEY, com liderança de César W.Proença, venceu as eleições, assumindo com a
seguinte composição:
Presidente: Cesar Washington Alves de Proença
Vice-Presidentes: Vera Regina de Carvalho Levy (SP),
Werner Höeschl (SC), Helcio Reis Paiva (MG), Orlando Sampaio Passos (BA),
Geraldo Cesar C.Almeida (PR)
Diretores Secretários: J.Paulo M.de Sá e Oscar Emilio Welker
Jr
Diretores Tesoureiros: Edgardo Hector Perez e Walter
Rodrigues
Diretor de Exposições: José Alberto da Fonseca.
Diretor de Fomento: José Theóphilo F.da Silva.
Diretores: Tancredo Alves Furtado Jr, Hélio Macedo S. e
Silva, Pedro Domingues V.Sabino, Luzia Margarida Seabra Eiras e Eriel Ed
Carvalho.
Conselho Fiscal (efetivos): Rita Ferreira Soares,
Feliciano Antonio Junqueira e Rubens Rosseti Gonçalves.
Conselho Fiscal (suplentes): José Alves Cruvinel Jr, José
C.N.Carvalho e Silva, e Luis Antonio Loureiro
Conselho Deliberativo Técnico: Ronald Leite Rios
(Superintendente do SRG), Aloisio Marconde D.de Souza (med.vet.), Walter Pinto
Alves Jr (med.vet.), Antonio Carlos Pinheiro Machado Jr (eng.agr.), Álvaro Luiz
Marques Magalhães (med.vet.), e Paulo Eduardo Martins Angerami (representante
do MARA).
Diretores ad-hoc de Fomento: José Ronald Bertagnolli,
Heitor Ayres Pinheiro Machado Neto e Alderico Nogueira Carvalho.
Diretor ad-hoc Exposição: Washington Rodrigues Pereira de
Proença Neto.
Diretor ad-hoc (Barbacena): Márcio Aguiar de Senna
Figueiredo.
Diretor ad-hoc (Recife): José Joaquim Dias Fernandes
O Regulamento do Ranking 89 inovou
com a realização de competições estaduais que credenciarão os criadores à
exposição nacional, no final do ano. A forma de realização do Ranking Nacional
de Expositores e Criadores foi definida em reunião a 17 de maio de 1989, com a
participação do presidente da ACGJB, César Proença, e os membros da Comissão do
Ranking – Antonio Carlos Pinheiro Machado, Luis Hector San Juan e Tancredo
Alves Furtado (este por delegação do sr. Helcio Reis Paiva).
A idéia inicial do Ranking Nacional
ser trienal, após consulta a criadores, foi substituída pelo Ranking Anual, com
credenciamento prévio através da participação dos expositores nos rankings
estaduais. Desta forma, ficam credenciados a participar da etapa nacional os
expositores que tenham obtido, a cada ano, a classificação até 10º lugar em seu
respectivo estado, cuja primeira decisão nacional (ranking 89) se dará na
Exposição Nacional de 1990. Valendo apenas os pontos no certame nacional, o
vencedor do Ranking Nacional ficará definido, e assim sucessivamente nos anos
subsequentes. Com o intuito de incrementar e tornar mais intenso o intercâmbio
entre os estados, com benefício para todas as regiões, bem como para evitar
sacrifícios desiguais aos criadores de todo o país, ficou determinado que a
Exposição Nacional será realizada a cada ano num estado diferente, inicialmente
instituídos quatro estados para serem sede nos próximos 4 anos: Rio Grande do
Sul, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. A Exposição Nacional de 1989, que
ocorrerá em São Paulo no outubro próximo, não está incluída no Ranking Nacional
de 1989 por não haver, ainda, credenciamento prévio dos expositores, começando
o rodízio em 1990, cuja ordem será realizada em comum acordo com os
representantes de cada estado, ou por sorteio, sendo definido o mês de maio
para a Exposição Nacional.
Em 20 de novembro de 1990, na cidade do Rio de Janeiro, foi fundada a ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE GADO JERSEY DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, filiada à ACGJB, tendo como presidente Eduardo Campos (1990/92).
Em 1990, elaborado por ANTÔNIO CARLOS PINHEIRO MACHADO JR., Proença apresenta o trabalho "JERSEY, conheça-o melhor", com 9 patrocinadores:
No final de seu mandato, o
presidente Proença publicou na revista Agropecuária Tropical:
Proença cumpriu um ótimo mandato, foi muito participativo
comparecendo a diversas exposições em todos os estados jersistas brasileiros.
Simpático, primou pela facilidade de relacionamento e comunicação, sempre acompanhado por sua educada e agradável esposa.










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