Maria
Christina Homem de Mello Figueiredo nasceu a 9 de março de 1938, filha do casal
José Homem de Mello e Elisa Maria Alves de Lima Homem de Mello.
Diplomada
Socióloga pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo, especializou-se em
Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Dentre
suas atividades profissionais, de 1968 a 1971 exerceu a Coordenadoria de
Recursos Médicos e Hospitalares de Interclínicas Assistência Médica e
Hospitalar, e foi Coordenadora do Projeto de Recursos Humanos do Centro de
Recursos Humanos da Secretaria de Educação de São Paulo de 1971 a 1979.
Presidente
da Federação das Bandeirantes do Brasil – Região de São Paulo, foi também Secretária
Internacional dessa Federação e Membro do Comité do Hemisfério Ocidental da
WAGGGS - World Association of Girl Guides and Girl Scouts de 1990 a 1999, sendo
Membro Honorário da WAGGGS.
Pecuarista
por vocação teve grande atuação na área rural, exercendo a presidência da
ASSOCIAÇÃO PAULISTA DOS CRIADORES DE GADO JERSEY e, na gestão seguinte, sua
vice-presidência. Da ACGJB foi Conselheira Fiscal na gestão de Sebastião Cabral
Filho (2001/2006), em 2004 sendo uma das colaboradoras para a recuperação
financeira dessa entidade nacional.
Maria
Christina é herdeira do pioneiro José Homem de Mello, que admirava as
vacas, e na companhia do marido, João Baptista de Figueiredo Júnior, trouxe
consigo amor e orgulho pelo que fazia, além de objetivos planos e projetos para
o pleno desenvolvimento de seu empreendimento jersista.
Cristina
esteve à frente da Fazenda Pinheiros desde 1984, numa área de 480 alqueires
(1.168ha) que, após a divisão entre os herdeiros ocorrida em novembro de 1995,
ficou reduzida para 192 alqueires (464,64ha). Também o gado foi dividido,
ficando Maria Christina com 164 Jersey (86 em lactação e 78 novilhas), os irmãos com
quase todo o rebanho da raça Pitangueiras e 65 Jersey.
Situada
em Itatinga/SP, a Fazenda Pinheiros desenvolve com produtividade e liquidez sua
produção leiteira a pasto desde a década de 1940. Suas raízes vêm do Jersey,
com rusticidade comprovada, nunca ignorando a evolução genética das últimas
décadas.
Da revista
RAÇA JERSEY, da ACGJB, no final de 1995, sobre a Jersey da Fazenda Pinheiros:
“As vacas paridas estão
produzindo cerca de 950 litros de leite/dia, em duas ordenhas no sistema
manual, produto comercializado a R$ 0,27/litro para um grande laticínio.
“Maria Christina Homem de Mello
Figueiredo é, há três anos, a maior produtora de leite da região de Avaré
(bacia leiteira de médio porte) e, nos últimos seis meses, classificada entre
os 350 maiores produtores da companhia. Na sua opinião, o grande responsável
por esta performance é o gado Jersey, que mantem uma uniformidade de produção
durante toda a lactação.
“Os animais são mantidos a
campo, em sistema de piquetes irregulares, rotacionados de acordo com a
necessidade, recebendo suplementação de silagem de milho no inverno e de napiê,
ou napiê verde, no verão, duas vezes ao dia, no cocho e na hora da ordenha. O
concentrado adquirido na cooperativa, à base de farelo de soja, de trigo e de algodão,
é servido 2 kg na ordenha da manhã e 1 kg na da tarde, por vaca, durante todo o
ano. Os minerais são disponibilizados nos piquetes. Todo o arraçoamento,
silagem e concentrados, é preparado na fazenda e oferecido embebido em água, no
cocho, numa espécie de sopa.
“Os jovens possuem esquema
diferente: os bezerros são separados das mães no quarto dia de vida, e
desmamados aos cinco meses. Até então, além do leite, recebem capim picado e
500g de concentrado comercial próprio para cada faixa etária. A partir do 5º
mês até um ano, eles vão para piquetes, onde ainda recebem capim picado e
silagem à vontade, feno de coast-cross produzido pela Pinheiros, e alguma
suplementação de concentrado no inverno. Dos 12 até os 18 meses, quando as
novilhas entram para a vida reprodutiva, a dieta é totalmente a pasto.
“João Baptista Figueiredo
Júnior, marido e braço de ferro de Christina no trabalho, explica que é sagrado
a entrada de caixa na fazenda todo o mês. Para isso, o custo dos 3 kg de
concentrado consumidos por cada vaca, diariamente, nunca excede o valor
recebido por 2 litros de leite produzido, assim conseguindo retornar 70% do
leite vendido à cooperativa descontado o gasto com medicamentos, esse retorno
pagando as demais despesas da Pinheiros e fazendo sobra para investimentos - o
próximo deles a instalação de uma ordenhadeira mecância.
“Christina e João Baptista
montaram um sistema de informação bastante eficiente: todos os colaboradores da
Pinheiros, independente de suas tarefas, fazem relatório diário de ocorrências,
da produção de cada vaca à quantidade de chuva no dia, tudo sendo apontado. Uma
vez por semana, os dados são colocados no computador, com apuração mensal, ele
confirmando que “os números não mentem e não traem, pelo contrário, subsidiam o
controle do trabalho e a precisão de acompanhamento a cada animal.
“O rebanho dos Homem de
Mello foi originado de duas vacas e um touro, comprados de João Laraia
(Jacareí/SP) na década de 50: Ariana Brejeira e um filho de Balada da Santa
Hilda, recordista nacional de produção numa única lactação com 7.780 kg de
leite. Por sua vez, o gado de Laraia tinha sua base formada a partir do
criatório de Francis Hime (Jacarepaguá/RJ), primeiro presidente da ACGJ e um
dos primeiros importadores de Jersey da Inglaterra.
“Na época, devido às
dificuldades para a conservação de sêmen, a inseminação era uma prática
complicada, e a alternativa era a monta natural. A Fazenda Pinheiros nunca
comprou uma fêmea. O primeiro salto genético deu-se graças a Jorge Cunha Bueno,
outro pioneiro da raça que, por inseminação artificial, conseguiu machos gêmeos
filhos de Trademark, um reprodutor norte-americano expoente do Jersey, e cedeu
um deles aos Homem de Mello: o Aladim, em meados da década de 70, exatamente
quando a Pinheiros experimenta um salto genético no seu rebanho.
“Ao final da década de 80, o
gado dos Homem de Mello já era bastante produtivo. Nessa época intensificava-se
a utilização da inseminação artificial, sem abandono da monta natural, com os
resultados se mantendo parelhos, “muitas vezes melhores com o uso direto de
touros”, explica Cristina. A preocupação nos acasalamentos sempre foi manter a
rusticidade e a longevidade da base de plantel pois, sem a performance deles a
campo, o projeto da Pinheiros cairia por terra.
“Na fazenda, as novilhas
precisam estar parindo pela primeira vez aos 30 meses. Todas as vacas têm que
criar uma vez ao ano, e registrar uma produção próxima a 3.000 kg por lactação
(2x, 305 dias). Sob este rigor, o casal entende que seu trabalho e criatório
“são vitoriosos”, tanto no aspecto reprodutivo quanto na produção de leite”. Em
pouco mais de 20 anos, o aumento mínimo de leite por vaca foi de 40%”.
Sempre
com participação ativa na Associação Paulista dos Criadores de Gado Jersey,
antes de assumir sua presidência escreveu para a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS
CRIADORES-ABC:
São Paulo, 24 de fevereiro 2003
Dr. Luis Alberto Moreira Ferreira
D.D. Presidente da Associação Brasileira
dos Criadores - ABC
Prezado Luis Alberto,
Foi com grande entusiasmo que recebi o
adesivo da ABC “Coma Carne Tenha Saúde” e conforme o destaque do jornal de
fevereiro da ABC a campanha teve repercussão positiva junto aos associados.
Foi sem dúvida uma iniciativa importante que
dará maior visibilidade à ABC.
Sou sócia e colaboradora da ABC há quase 20
anos e sempre acreditei na
importância da missão dessa Instituição junto à todos os criadores produtores de importantes riquezas para o
país.
No entanto, para minha surpresa, a ABC está
empenhada quase que exclusivamente na promoção da pecuária de corte deixando de
lado a pecuária leiteira que, hoje, representa uma força como função social e
geração de empregos sem precedentes na nossa história.
Como produtora de leite, me senti “excluída”
dessa Associação, para usar uma expressão da moda, e me sinto no direito de
apresentar algumas sugestões que estão sendo levantadas e discutidas pelos
produtores de leite em São Paulo.
Tendo a ABC sido convidada pelo MAPA para
participar da comissão que proporá alterações necessárias para aperfeiçoar o
processo de rastreabilidade, poderia também incluir em sua agenda a interação
com o MAPA para a efetiva entrada em vigor das normas de qualidade do leite, e
ainda obter comprometimento do governo federal no sentido que não sejam feitas
importações de leite e lácteos de países onde se pratica subsídios, sem tarifas
ou acordos compensatórios.
Interagir com o Ministro para a criação de
uma Câmara Nacional do Leite junto ao MAPA, com representantes de todos os
segmentos da cadeia produtiva do leite, de representantes do governo federal e
dos governos estaduais, para estabelecer, anualmente, a política de preços para
o leite.
Tenho certeza que dentro dos planos da ABC a
próxima campanha seja direcionada para a pecuária de leiteira, na valorização
do leite como um alimento barato de
grande valor nutricional, e cuja cadeia produtiva se constitui em um dos
pilares da nossa economia com papel de
destaque para o futuro.
Com a minha estima e consideração,
Maria Christina Homem de Mello Figueiredo
c.c. para:
1. Sebastião Cabral Filho - Presidente da
Associação dos Criadores de Gado Jersey do Brasil
2. Massaru Kashiwagi - Presidente da
Associação Paulista dos Criadores de Gado Jersey
3. Marcello de Moura Campos Filho -
Presidente da Associação dos Produtores de Leite do Estado de São Paulo
A nova diretoria da Associação Paulista
dos Criadores de Gado Jersey foi eleita em 07 de abril de 2003, em assembleia
geral na sua sede no Parque da Água Branca – São Paulo/SP, ficando assim
constituída:
·
Presidente:
Maria Christina Homem de Mello Figueiredo
·
Vice-Presidente:
Fernanda Eloisa Magalhães Camrinati
·
1º
Secretário: Marcio de Azevedo Souza
·
2º
Secretário: Carlos José Ricardo Zika
·
1º
Tesoureiro: Luiz Augusto A.Motta Pacheco
·
2º
Tesoureiro: Francisco Justino
·
Diretor
de Comunicações: Luis Carlos de Mendonça
·
Diretor
de Fomento: Cristiano Nogueira Campos
Eis o discurso de posse de Maria
Christina:
Prezados Amigos
Eleição da Associação Paulista dos Criadores
de Gado Jersey é um acontecimento que merece discurso.
Fiquei muito honrada com o convite para
trabalhar na diretoria dessa Associação, com o apoio de todo um grupo de
criadores, que tem batalhado de maneira tão séria na reconquista da identidade
desta organização.
A Associação Paulista passou por tantas
dificuldades que em dado momento deixou dúvidas se teria condições de
permanência. Talvez eu tenha sido umas das críticas mais constantes e enérgicas
para a retomada do espírito de união entre os criadores, do trabalho conjunto
visando a consolidação e evolução da raça, que sempre foi a força motora dos
jersistas.
Mudanças eram necessárias com vistas à
recondução da organização aos seus objetivos reais, e, isto foi feito por este
grupo incansável, presidido por Massaru Kashiwagi, que sem medir esforços, teve
a visão e a coragem de retornar ao projeto original, suas bases e sua Missão.
Vejo a diretoria de uma organização como
esta, como um grupo de trabalho voluntário onde as tarefas são sempre muito
maiores do que as previstas, mas sem dúvida prazerosas, porque afinal é disso
que gostamos e estamos unidos por
um objetivo comum.
Já elaboramos um Plano de Ação Preliminar que
será distribuído a toda diretoria e equipe técnica para ser discutido e
aprovado, pois pautará as ações ao longo do ano. Nosso trabalho estará
integrado com a Associação Brasileira em vários campos, conforme a
reestruturação já executada, que resultou numa maior eficiência e sensível
redução de recursos financeiros e humanos.
Estamos abertos a sugestões, idéias e
críticas, nossa ênfase será trabalhar da melhor forma possível na promoção e
divulgação da raça Jersey e na atenção aos criadores, pois a eles pertence essa
Associação.
Agora tudo ficou mais fácil, é só dar
continuidade ao que foi feito pela diretoria anterior e caminhar para frente, e
quando pensarmos que já fomos bem longe, teremos que ir mais longe ainda. ESTA
É A SENHA!
Muito obrigada.
Apresentou, também, seu objetivo plano de trabalho para a gestão:
ASSOCIAÇÃO PAULISTA
DOS CRIADORES DE GADO JERSEY
PLANO DE AÇÃO
2003/2004/2005/2006
ÁREA DE FOMENTO
Objetivos Gerais
Promover e divulgar a Raça Jersey no Estado
de São Paulo
Incentivar e promover a expansão da
criação nacional
Incentivar o registro dos animais P.O. ,
P.C. e Mestiços
Promover junto com os criadores dois
Dias de Campo ao ano, um por semestre.
Promover junto com Universidades e/ou
Centro de Pesquisas um evento técnico por ano em área de interesse dos criadores.
Promover no mínimo duas exposições
estaduais ranqueadas por ano, com incentivos financeiros para os expositores, a
ser conseguido com prefeituras, sindicatos, organizações ou empresas, uma no
primeiro semestre outra no segundo semestre.
Consolidar e ampliar o Projeto de
Acompanhamento ao Criador iniciado em 2005.
ÁREA DE COMUNICAÇÃO
Objetivos Gerais
Comunicação Interna
Dar continuidade ao envio de
cartas/relatórios do desenvolvimento dos trabalhos da Diretoria aos Associados
Promover a divulgação de artigos/fichas
técnicas para os Associados de maneira sistemática
Divulgar o Site da Associação Paulista e
ampliar a participação dos associados.
Manter e ampliar os canais de
comunicação de “dupla mão” com os Associados.
Comunicação Externa
Cooperar e apoiar as organizações
da cadeia produtiva de leite e de
fomento à criação de gado leiteiro.
Cooperar e manter relações com as
organizações governamentais.
Cooperar e manter relações
com as Associações de Criadores
ÁREA DE EXPANSÃO
Objetivos Gerais
Aumentar o número de
Associados em 20% ao ano
Atualizar a anuidade dos associados de
acordo com a inflação nacional.
Reavaliar os procedimentos dos Registros
Genealógicos e fazer sugestões à Brasileira
com o objetivo de reduzir custos
Manter e ampliar a publicidade da raça
Jersey nos meios de comunicação
Definir os critérios da “chancela” da
Associação aos leilões da raça,
garantindo a qualidade e confiabilidade dos leilões
Buscar patrocínio nas Empresas
Prefeituras e Sindicatos que garanta o
financiamento do Projeto de Acompanhamento ao Criador, Exposições e Dias de
Campo.
Sempre
preocupada com o marketing da raça, vejam uma de suas correspondências para a
Associação dos Criadores de Gado Jersey do Brasil:
Querida Suely,
Gostaria que você se informasse junto ao
Suplemento Agrícola do Estado de São Paulo qual a redução no custo do anúncio
da Central do Criador com o texto abaixo. É menor e diz a mesma coisa e
poderíamos economizar alguns $$$$.... Se você conseguisse essa informação para
Segunda feira próxima seria possível apresentar na reunião para aprovação.
Gostaria também, se possível, a circular que foi enviada aos criadores
convidando para participar da Central e ver se conseguimos mais interessados.
Sugestão de Texto para
anúncio da Central do Criador no Suplemento Agrícola Estado de São Paulo
Jersey - Central do Criador
Interessado em conhecer as
vantagens de criar e onde encontrar a vaca mais eficiente e que produz o melhor
leite? Procure a Associação Paulista de Jersey !. F. (11) 3672 0588 c/ Suely
Abraços, Maria Christina
Sobre Teste de
Progênie e Controle Leiteiro, para a Milkpoint enviou:
Prezado Marcelo.
Parabéns, Milkpoint é com certeza um veículo
surpreendente de comunicação e Professor Vidal sempre com suas análises
realistas e precisas. No entanto não gostaria de aceitar como definitivas as “dificuldades
operacionais para execução das provas” O fundamental seria a crença na grande
força e potencialidade da criação nacional como base genética e lançar um
desafio para a implementação de pelo menos um projeto piloto de testes de
progênie e controle leiteiro para avaliação de touros nacionais e posterior
distribuição de semen de qualidade a preços compatíveis com a atividade
leiteira.
Já desenvolvemos um projeto piloto na
Associação de Criadores de Gado Jersey, em São Paulo, em parceria com a Embrapa
e apesar das “ dificuldades operacionais” ainda estamos convictos que este
caminho irá promover um salto qualitativo, principalmente, junto aos pequenos
e médios
produtores de leite. Tenho a certeza de poder contar com a Milkpoint e com o Prof. Vidal.
Atenciosamente,
Maria Christina Homem de Mello Figueiredo
Ainda
sobre o Teste de Progênie e Controle Leiteiro:
São Paulo, 05/05/2003
Querida Maria Cecília,
Estou sentindo falta da
amiga nas reuniões da Associação é uma pena que você esteja tão longe.
Estamos nos organizando e o
grupo está entusiasmado e com muitos projetos em vista.
Encontrei pronto o Projeto da Associação para
o Ministério da Agricultura e acho que devem ser feitas algumas modificações
para ter alguma chance de aprovação. O projeto foi elaborado no ano passado e rejeitado pelo MAPA está um pouco vago e sua
fundamentação é pobre. Estou tentando ajeita-lo mas preciso da sua ajuda.
Conversando durante a Assembléia da
Brasileira com o Petiz do Rio Grande do Sul, soube que eles conseguiram verba
para um projeto de controle leiteiro, resgate e o registro de animais da raça
no estado todo, principalmente nos pequenos e médios criadores e produtores de leite. Disseram que foi um
sucesso e vão repetir o pedido de verba esse ano. Pelo jeito não teve segredo,
se dirigiram ao delegado do Ministério que orientou a Associação. Parece que a
grande chance de aprovação está na justificativa bem feita e de acordo com os
objetivos do governo. Estou pedindo cópia para o Petiz e saber do
encaminhamento. Acho que o nosso contexto é muito diferente do Rio Grande do
Sul, mas a visão social na produção de leite, pequenos produtores, a raça que
produz leite bom e barato, controle leiteiro, testes de progênie, identificação
de touros melhoradores, etc. tem que estar na justificativa.
Fiz uma tentativa que ainda precisa ser
burilada que gostaria que você opinasse, pois teremos que envolver as
universidades no projeto e a sua “está na mira”. Pretendo conversar com o
delegado do MAPA Dr. Vanderlei Antunes para pedir orientação. Assim que tiver
alguma notícia eu mando, por enquanto gostaria que você pensasse no caso com
carinho e desse boas idéias.
Um abraço amigo da Maria Christina
De 10 a 13 de julho
de 2003 ocorreu a II EXPOSIÇÃO INTERESTADUAL DE JACAREÍ, durante a tradicional
FAPIJA, promovida pela Associação Paulista de Jersey, contando com 12
expositores de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Os 142 Jersey PO e POI
foram julgados pelo argentino Dr.Pablo Argoytia – especialmente enviado pela
Associacion Argentina de Criadores de Jersey. Em paralelo, a APCGJ coordenou a
1ª Venda Direta na Argola, com 40 lotes catalogados onde os criadores puderam
oferecer e negociar, diretamente com os interessados, a partir de preços
previamente estabelecidos. Os principais vencedores:
· Grande Campeão: GOLIAS SATURN NOGUEIRA MONTANHÊS, exposto por Antonio de Siqueira
·
Reservado de Grande
Campeão: ATOS DUNCAN JUDE DO BJ, exposto por Francisco Justino
·
Grande Campeã: TRUE
TYPE GROVE GRAPE, exposta por Sebastião Cabral Filho
·
Reservada de Grande
Campeã: SHAMROCK LES GENERATION, exposta por Sebastião Cabral Filho
·
Terceira Melho Fêmea:
KANDUCHA CHIEF NOGUEIRA MONTANHÊS, exposta por Hugo Paulo Gregg
·
Campeã Júnior: TLC
IMPERIAL VAIL, exposta por Sebastião Cabral Filho
·
Reservada de Campeã
Júnior: RAYSSA JADE ROSEMARY DO PILO, exposta por Sebastião Cabral Filho
·
Melhor Expositor:
SEBASTIÃO CABRAL FILHO
·
Melhor Criador:
MANUEL ERNESTO GUZMAN ESPINOSA
A III EXPOSIÇÃO
INTERESTADUAL DE JACAREÍ aconteceu em julho de 2004, cujos resultados, se nos forem dados a conhecer, serão aqui posteriormente registrados.
A IV EXPOSIÇÃO INTERESTADUAL
DE JACAREÍ foi realizada em julho de 2005, tendo como jurado Luiz Dellipe
Grecco de Mello. Seus principais resultados:
· Grande Campeão: ZEUS PERIMITER 5 ESTRELAS, de Maria Christina H.M.Figueiredo
·
Reservado de Grande
Campeão: F.B.AÇUCAR RUEBEN, de Lucio Azzoni
·
Grande Campeã:
FLORENZA WINFLASH BERRETA DO PILO, de Sebastião Cabral Filho
·
Reservado de Grande
Campeã: ADRIATICA JUDE ROSEMARIE DO PILO, de Sebastião Cabral Filho
·
Terceira Melhor
Femea: LAVINIA RENAISSANCE DA BOM PASTOR, de Sebastião Cabral Filho
·
Campeã Júnior: AURORA
2 DE PINHEIROS, de Maria Christina H.M.Figueiredo
·
Reservado de Campeã
Júnior: PIETA BLAZE PARMA DO PILO, de Sebastião Cabral Filho
·
Terceira Melho
Júnior: GIOVANA FUSION DAS TRES GAROAS, de Alfredo Luis Rodrigues
·
Melhor Expositor:
SEBASTIÃO CABRAL FILHO
·
Melhor Criador –
SEBASTIÃO CABRAL FILHO
Em março de 2006, a
nova diretoria da APCGJ assumiu sob a presidência do med.vet. NEVIO PRIMON DE
SIQUEIRA, com Maria Christina Homem de Mello Figueiredo na Vice-Presidência.
Maria Christina era
muito querida no meio agropecuário, em especial no jersista, e seu precoce
falecimento a 09 de novembro de 2011 foi muito sentido.
Numa
bela homenagem pela Rádio Felicidade FM e pelo Prefeito Municipal de Itatinga,
Oliveira Neto, foi lida mensagem de Felipe Figueiredo, neto de Christina, no
dia de seu falecimento:
Queridos.
Como alguns familiares me pediram, passo a vocês o
discurso no velório de minha avó, Maria Christina Homem de Mello Figueiredo.
Um abraço a todos,
Felipe.
O
teor do pronunciamento de Felipe:
“Como todos temos ótimas lembranças de Christina, gostaria de falar um pouco.
“Creio que alguns de vocês conheceram-na muito melhor, afinal só estive presente em 22 dos 73 anos de vida dela e, obviamente, a partir de uma fase de sua vida: a fase Vó. Para mim, sempre foi e sempre será Vovó Christina.
“Ela era uma mulher de elegância, de classe. De vestido em festa social internacional, ou de botinas na lama. Classe!!
“Uma de minhas lembranças mais marcantes foi quando ela colocou óculos escuros só para nos comprar um refresco em Itaqui.
“Refinada, me ensinou que a água que é servida entre o prato principal e a sobremesa não é sopa nem chá, mas sim para lavar as mãos. Mas nunca foi soberba, sempre tratou a todos muito bem.
“Vovó Christina era uma comandante. Viajou por todos os países de nome pronunciável no mundo. Bandeirante.
“Nos negócios na Fazenda Pinheiro, misturava o amor pelas vaquinhas com a vontade de trabalhar.
“A competência e a capacidade de tomar decisões com maestria, sempre teve pulso firme e mão amiga.
“Sempre muitíssimo carinhosa, aconselhava e orientava os mais novos de acordo com sua experiência e bom julgamento.
“Mas, também, uma simpatia só, com papo sempre pra mais de hora, interessante, interessada, vivida. Engraçada, ria e fazia rir. Eximia jogadora de tranca e buraco, como estão aí para provar os taradinhos.
“Paciente o suficiente para esperar o vovô João terminar de fazer o seu origami de alface e almoçar todos os dias durante muitos anos.
“Enfim, para não me alongar muito, tenho a dizer que vovó Christina foi uma mulher notável, um exemplo, e uma mulher amável, amorosa e, tenho certeza, muito amada.
“Descanse em paz, Maria Christina Homem de Mello Figueiredo.”















Nenhum comentário:
Postar um comentário