TAURAS DA RAÇA JERSEY – KÁTYA CASTRO
A zootecnista KÁTIA CASTRO, conhecida
da maioria dos jersistas brasileiros por sua ativa participação técnica e
associativa junto à raça, em São Paulo e no Brasil, foi a responsável técnica
da extinta ASSOCIAÇÃO PAULISTA DOS CRIADORES DE GADO JERSEY, participante ativa
junto à ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE GADO JERSEY DO BRASIL, técnica competente
possuidora de um talentoso e agradável relacionamento
junto aos criadores, e profissionais, ligados à raça Jersey (a produtora do leite
de melhor qualidade e rendimento dentre as bovinas).
Outubro 2016, A VACA JERSEY
Paulistana
de nascimento, destacada zootecnista, prestou o seguinte depoimento para este
blog:
“Decidi
pela Zootecnia muito cedo, já tinha uma forte tendência por algo do gênero:
meus pais de origem do campo. A maior influência foi do meu pai, que adorava
bichos e a vida no campo, sempre me levando para visitar as Exposições de
Animais em São Paulo, muitas no Parque da Água Branca. Tinha 13 anos quando
descobri a existência do Curso de Zootecnia, era exatamente o que eu buscava,
sempre fui do tipo mais mato do que praia. Passei muito da minha infância
visitando os parentes que moravam em sítio no interior de São Paulo. Não pude
cursar uma Pós Graduação, mas tive ótimas oportunidades de aprendizado com
grandes técnicos especialistas daqui, dos EUA, e do Canadá. Sempre mantive o
foco estudando tudo que podia sobre genética do gado de leite, especialmente da
Jersey. Em Piracicaba tive a oportunidade de fazer um MDA – Master In Dairy
Administration pela Clínica do Leite, ESALQ/USP, com o Professor Paulo Machado,
um dos melhores no assunto, e por mim recomendado.
“Em
Novembro de 1989 cheguei na Associação, sem uma indicação formal de alguém mais
conhecido, quando fiquei sabendo por um amigo de um amigo que tinha uma vaga de
recepcionista ... e lá fui eu, mesmo sem ter um “QI”. Devo muito ao querido e saudoso
Dr. Cesar Alves de Proença, Presidente da ACGJB na época, e ao seu filho
Washington, que era o Diretor de Exposições: eles me contrataram e me deram
grandes oportunidades de projeção profissional pela Associação.
“Iniciei
na ABS em 1998, no Depto.Técnico de Leite, coordenando o Programa de
Acasalamento, e atuava nos treinamentos técnicos da equipe. Lá fiquei por 15
anos.
“Não faço
parte do Colégio de Jurados, mas sou Inspetora de Registro da ACGJB. Participei
do último treinamento com o classificador sênior da Jersey Estados Unidos, Ron
Mosser, em janeiro e fevereiro de 2018, e depois da reunião dos Técnicos na
Brasileira. Por muitos anos colaborei, e colaboro, ativamente como membro do
Conselho Técnico da Associação e na elaboração de artigos técnicos para a
Revista Vaca Jersey.”
Sobre sua atividade jersista atual:
“Sou,
além de Inspetora de Registro e colaboradora da Revista Vaca Jersey, Consultora
em Genética, Gestão e Criação de bezerras. A fazenda onde eu resido, e dou
consultoria, cria Jersey e Holandes”.
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| Julho 2016, A VACA JERSEY |
“Me
lembrei de outras atividades como Jersista, que talvez poucas pessoas saibam,
como treinamento de Técnicos a pedido da Associação para credenciação
junto ao Ministério da Agricultura como Inspetores de Registro, tais como
Joanna Vasconcellos, Camila Hernandorena , Oswaldo, e por último o Arley
Junqueira. E também ajudei a organizar, junto com o Michael e outros criadores,
a Exposição de Jersey em Itapetininga/SP em 2016 e 2017.
“Você,
Rheingantz, me conheceu qdo veio julgar Exposições que eu e a Giselda
organizávamos em São Paulo para o ranking paulista, eram várias, numa época
muito boa: a Jersey estava em alta no mercado, os leilões vendiam 1 milhão de
dolares. Lembro de uma que vc veio
julgar em Assis.
“A Maria
Christina foi da Diretoria da Associação Paulista de Jersey, o Névio também,
assim como o Cristiano. Maria Christina foi uma Jersista inesquecível, sua
paixão pela raça, uma mulher firme em seus propósitos, determinada, foi uma
grande inspiração para mim nos anos de convivência no trabalho junto a
Associação Paulista dos Criadores de Gado Jersey. Quanta prosa boa sobre Jersey
tive com ela e seu companheiro, João Figueiredo, quando eu ia registrar o
rebanho deles. Ela deixou muita saudades assim como sr. Walter Rodrigues,
criador de Ibiuna que também trabalhou muito pelo Jersey de São Paulo.”
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| Agosto 2017, A VACA JERSEY |
Nevio Siqueira, médico veterinário e
criador, admira muito o trabalho de Katya Castro, e escreveu o seguinte
depoimento, exclusivo para este blog:
“Ela
é uma pessoa que dispensa apresentações no meio Jersysta pois acredito que até
as vacas já a conhecem. Talvez algum criador mais novo na raça ainda não tenha
tido contato ou conhecimento da sua caminhada pelo mundo da raça já de longa
data e sempre demonstrando competência, responsabilidade, disposição e paixão
pela raça e pelo trabalho.
“Quando
a Sra. Maria Christina H. de Melo Figueiredo encabeçou a direção da Associação
Paulista, posteriormente extinta pela ACGJB, tínhamos que tomar alguma atitude para
conter a queda do numero de criadores ativos pois os custos eram altos para os
criadores e o faturamento não era suficiente para cobrir os custos da entidade.
“Uma
forma de baixar os custos para os criadores foi o Roteiro de Inspeções
Zootécnicas para efetivar os registros dos animais e a pessoa mais indicada
para realizar o trabalho dentro das possibilidades da Associação foi a Dra.
Katya.
"Achamos que ela reunia todos os requisitos para cumprir o projeto de forma adequada e com a competência, disposição e garra que precisávamos. Ela nunca abandonou a Associação Paulista, sempre fazendo parte do CDT trazendo sugestões e opinando não só na área técnica mas também auxiliando e agregando conhecimento e experiência em todas as áreas em que a Associação necessitava, principalmente no que se refere ao contato com o criador.
"Achamos que ela reunia todos os requisitos para cumprir o projeto de forma adequada e com a competência, disposição e garra que precisávamos. Ela nunca abandonou a Associação Paulista, sempre fazendo parte do CDT trazendo sugestões e opinando não só na área técnica mas também auxiliando e agregando conhecimento e experiência em todas as áreas em que a Associação necessitava, principalmente no que se refere ao contato com o criador.
“Tivemos
inúmeros problemas com o Roteiro de Inspeção pois algumas pessoa se sentiram
prejudicadas pois “perderam alguns trabalhos” e nós, da Diretoria da Paulista e
também a própria Katya tivemos que nos defender inúmeras vezes de ataques em
reuniões do CDT da ACGJB, pois também fazíamos parte do mesmo, na tentativa de
encerrar as atividades de inspeção feitas dessa forma.
“O
trabalho realizado por ela nos trouxe na época um retorno grande de criadores
que haviam parado com os registros por problemas de custos altos das inspeções
e também por meio de visitas a criadores de jersey que não faziam registros de
seus animais e ela visitava durante os roteiros para apresentar os serviços da Associação,
o que nos trouxe alguns novos associados. O sucesso foi grande e grande parte
desse resultado devemos ao serviço realizado por ela com a competência e
colaboração de sempre.
“Nunca deixou de colaborar com a Associação, disponível para auxiliar nos
trabalhos que eram necessários para o bom andamento e crescimento da Paulista,
mesmo sabendo que isso poderia trazer problemas com a ACGJB, na época devido a
divergências políticas entre as duas entidades, o que veio a se tornar
realidade mais tarde, tornando-a “esquecida” pela associação nacional.
“Isso
nos mostra os princípios e valores que norteiam a vida desta profissional que, além de muito competente e responsável, nunca mediu esforços para o cumprimento
dos deveres, sempre entregando muito mais do que o exigido porque tudo o que
faz, o faz com amor ao trabalho, à profissão, aos animais, e aos criadores, em especial à raça Jersey para a qual dedicou anos de
sua vida e, tenho certeza, não foi apenas pelo salário.
“Foi
gratificante poder trabalhar com ela na Paulista e agradeço publicamente pelos
serviços prestados à associação e principalmente aos seus associados que foram
contemplados com seus serviços e orientações.
Kátya Castro, sempre colaborando com a raça Jersey
e suas associações (paulista – ACGJSP, e nacional - ACGJB), publicou na revista A VACA JERSEY alguns interessantes artigos técnicos:
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| Setembro 2014, A VACA JERSEY |
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| Outubro 2016, A VACA JERSEY |
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| Janeiro 2018, A VACA JERSEY |
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| Agosto 2017, A VACA JERSEY |
Muito
ativa, acompanhou diversos eventos especializados como as Exposições Nacionais na Água Funda e Avaré (SP), e Castro (PR), além de algumas das exposições
paulistas, paranaenses e catarinenses, e diversos dias de campo onde, sempre
que solicitado, palestrou (para alegria dos participantes).
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| Março 2014, A VACA JERSEY |
Apesar dela ter declado, mais acima, que nos conhecemos durante alguma das exposições do ranking
paulista (algumas por mim julgadas nas décadas de 80 e 90), guardo na memória
que tive o prazer de conhece-la durante a Exposição Nacional da Raça Jersey de
1987, na Água Funda, a qual tive o privilégio de julgar com assessoria dela e
da Giselda, se não me engano ainda acadêmicas de zootecnia, sob o comando da
zootecnista Elza de Barros. Esta, talvez, tenha sido a maior das especializadas realizadas no Brasil: mais de 620
Jersey efetivamente julgadas em três dias de intenso trabalho de classificação.
De Luis
Hector San Juan, um dos TAURAS DA RAÇA JERSEY, o autor recebeu o seguinte comentário:
"Muito bem pensado a colocação de funcionários das
associações de criadores de Jersey que se destacaram com a sua capacidade e
prestação de serviços para o aprimoramento da raça. Também entendo que você
acertou em cheio escolhendo a zootecnista Kátya Castro para dedicar-lhe esta
página. De fato Kátya, a quem conheci nos anos em que participei da ACGJB, se
destacou por sua capacidade técnica e dedicação ao trabalho que a fazem merecer
esse tipo de distinção. Um fato que lembro, e caracteriza o seu espírito de
colaboração pela importância que teve para mim foi na ocasião da visita ao
Brasil do jurado e classificador canadense, Mr.Mervil Scott, quando empenhando
seu melhor esforço Kátya conseguiu atender à minha especial solicitação e
providenciou a vinda desse especialista em meu estabeleimento para classificar
o padrão de aproximadamente 10 vacas importantes do plantel, entre elas “Antonica
Pepe de Mariveró” - minha campã nacional longeva na Expo Nacional de 1993 - a quem
nessa visita Mr.Scott outorgou a classificação VG88, padrão muito difícil de
alcançar nessa época no rebanho brasileiro. Nada disso teria sido possível não
fosse a grande colaboração de Kátya Castro para que a visita ocorresse. Meus
parabéns à Kátya pela merecida homenagem."
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| Luis Hector com sua ANTONICA PEPE DE MARIVERÓ |
















Queridos amigos de longa data, que lindas palavras !!! Do fundo do meu coração Jersista muito obrigada !!! Tudo só reforça um sentimento que eu sempre tive comigo ... Apesar da luta nada foi em vão ! Obrigada pelo carinho ! Um grande abraço !
ResponderExcluirOlá Luis Hector, muito obrigada tivemos esse previlegio... Uma época dourada,de explosão do Jersey como Raça, muitas exposições rankeadas.
ResponderExcluirUm detalhe que eu me lembro bem e admiravamos era a sua capacidade de fazer a sua pontuação de cabeça no decorrer do julgamento. No Domingo sentavamos pra fazer a classificação dos criadores e os seus pontos batiam certinho !!! Foi um enorme prazer e aprendizado ter participado de tudo isso com vcs. Abraços a família San Juan !