THEODORO EDUARDO DUVIVIER
1938 a 1940 - 1952 a 1954
Em agosto de 1938, reunidos os criadores de gado Jersey em sala do Departamento Nacional de Produção Animal, no estado do
Rio de Janeiro, o sr. Durval Garcia de Menezes explicou aos presentes sua
finalidade: atendendo ao desejo de vários criadores de bovinos da raça Jersey,
convocara a sua reunião a fim de levarem a cabo a fundação de uma associação
que viesse trazer ao gado Jersey no Brasil a faculdade de possuir um certificado
genealógico universal pois o Brasil, como signatávio do Convênio de Roma, se
obrigara a reconhecer como válido o certificado emitido por "apenas" uma associação, cujo
livros de registro fossem de acordo com as disposições do citado convênio. Diz ainda
que, tendo designado o zootecnista Jorge Nazareth Barbosa Lamy para organizar o
estatuto e o regulamento, de acordo com a letra D do Protocolo de Assinatura da
Convenção de Roma. Esse senhor deu, a cada um dos presentes, uma cópia da
proposição do estatuto e do regulamento para serem discutidos e aprovados. As assinaturas dos participantes da fundação da ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE GADO JERSEY - ACGJ, hoje ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE GADO JERSEY DO BRASIL - ACGJB, conforme consta na primeira ata do respectivo "livro de atas", são as que seguem:
Estava
fundada a ACGJB, cujos presidentes até hoje, verdadeiros
TAURAS DA RAÇA JERSEY, foram os seguintes, com suas rápidas histórias a partir desta postagem:
Theodoro
Eduardo Duvivier - 1938 a 1940
Francis
Hime – 1940 a 1944
João
Dale - 1944 a 1948
Fausto
Martins - 1948 a 1952
Theodoro
Eduardo Duvivier - 1952 a 1954
Euclides
Aranha Neto - 1954 a 1974
Mário
Lopes Leão - 1974 a 1980
Aldo
Raphael Raia - 1980 a 1989
Cesar
W.A.Proença – 1989 a 1992
Edgardo
Hector Perez - 1992 a 1995
Ney Borges
Nogueira - 1995 a 2001
Antônio
Carlos Mendes – 2001
Sebastião
Cabral Filho – 2001 a 2006
Henrico
Salzano - 2007 a 2012
Marcelo
de P.Xavier - 2013 a 2018
Nelci
Pinheiro - 2019 a 2021
THEODORO EDUARDO DUVIVIER
1938 a 1940, 1952 a 1954
“Tenho 79 anos e, como se pode notar, o gado
Jersey não me fez mal”. Deixando transparecer uma ponta de irreverência,
Theodoro Duvivier é hoje um homem sossegado e de fala mansa, que abandonou a
criação do gado Jersey há muito tempo, mas continua interessado no assunto. “Sou
fiel às coisas que gosto”, diz.
Um dos pioneiros da criação desse gado no
país, e o primeiro presidente da Associação dos Criadores de Gado Jersey no
Brasil (“talvez por ser um dos mais desocupados”, justifica), Theodoro Eduardo
Duvivier afirma que o objetivo da criação da associação foi assegurar ao
comprador, e ao próprio criador, o registro dos animais. Principalmente
garantir a pureza da origem da raça. “A associação surgiu coo o órgão oficial,
onde os criadores pudessem inscrever o gado puro de origem. E onde os produtos
são registrados até hoje”, diz.
Pois o primeiro animal registrado, após a unificação dos registros de gado Jersey no Brasil junto à ACGJ, em atendimento ao "tratado de Roma" determinando que, em cada país, só uma entidade pode registrar cada raça, foi BORORÓ DE JACAREPAGUÁ, da criação do presidente Theodoro Eduardo Duvivier.
Pois o primeiro animal registrado, após a unificação dos registros de gado Jersey no Brasil junto à ACGJ, em atendimento ao "tratado de Roma" determinando que, em cada país, só uma entidade pode registrar cada raça, foi BORORÓ DE JACAREPAGUÁ, da criação do presidente Theodoro Eduardo Duvivier.
O interesse pelo gado Jersey nasceu nos
tempos em que o pai – Eduardo Duvivier – fundador da CCPL e um apaixonado pla pecuária
– criara “um pequeno rebanho convencional” na granja que possuía em Jacarépagua
(RJ). Aos poucos, o rebanho foi aumentando com os exemplares da raça Jersey
adquiridos da Granja Comari, de propriedade da família Guinle, e do rebanho que
Francis Hime criava em Jacarepagua.
A inauguração da sociedade foi modesta. “Alugamos
uma pequena sala – que ficava na avenida Rio Branco, esquina da Sete de
Setembro, no Rio”, diz Duvivier. “Ainda me lembro do nosso primeiro
funcionário, sr. Rubens”.
“Encontrávamos
dificuldades em manter a associação porque os recursos eram poucos”, lembra
Theodoro Duvivier. Os sócios contribuíram da melhor forma. “Me lembro dos
esforços de Francis Hime, do João Dale e do Carlos Guinle”.
A primeira exposição de gado Jersey,
organizada pela associação em Teresópolis, foi inaugurada pelo então presidente
Getúlio Vargas. Segundo Duvivier, “um grande incentivador”.
A Associação foi crescendo. “Fomos
divulgando, através de exposições, vendendo produtos e acompanhando
naturalmente a raça, que merecia”. Theodoro Duvivier permanceceu na presidência
desde a sua inauguração, em
1938,
até 1940, quando foi substituído por Francis Hime.
“Depois fui me dedicar também a
outros animais. E a criação da raça Nelore me pareceu a mais indicada porque
havia muito trabalho a realizar”, diz Duvivier. As especificações eram
precárias, ou seja, as classificações dos animais se baseavam em critérios
ingênuos de identificação. A raça Nelore, por exemplo, era classificada pelo
tamanho da orelha. Cada centímetro de orelha que passasse de um número
determinado aumentava o valor do animal. “Evidente que não se pode classificar
o animal pela orelha”, queixa-se Duvivier. Para êle, uma das causas de tanta
disparidade era, principalmente, o baixo nível cultural dos criadores da raça
Zebu. “Então me interessei em apurar a raça. Sempre foi esse o meu gênero de
criador”.
O pai de Theodoro Duvivier faleceu
em setembro de 1965. A sua segunda esposa, dois meses depois. Foi quando êle,
um advogado, resolveu abandonar a criação e vender a fazenda. “Senti muito ter
de me desfazer da propriedade”. Eduardo Duvivier havia deixado muitos bens e
propriedades na cidade do Rio de Janeiro. “Eu sempre achei que um fazendeiro
que não mora na fazenda, e não a acompanha muito de perto, não pode ser um bom
criador”. Duvivier considerou, também, o fato de já estar com 55 anos. “O mais
indicado seria ficar na cidade e cuidar do patrimônio da família”.
Mas o primeiro presidente da ACGJB
não lamenta o seu desligamento. “Foram tempos muito bons. Mas é uma época
passada e não sou um saudosista. Continuo acompanhando a associação”.
Recentemente esteve em São Paulo para uma exposição de mais de 400 cabeças de
gado.
Theodoro Duvivier mantém muita confiança
na associação e no gado Jersey. Para êle, o desenvolvimento em São Paulo é um
fato normal porque, entre outros fatores, o clima é mais favorável. No Rio de
Janeiro, a vida agrícola “foi indo para o interior, numa evolução natural das
coisas”.
Mas – afirma Duvivier -, a evolução
do gado Jersey no Brasil ultrapassou as expectativa. E a justificativa é o próprio
gado: ”As pessoas se impressionam com a produção individual de leite. Mas o que
interessa é a maior produção por área, ou seja, quantos litros podem ser produzidos
dentro de um hectare ou alqueire. Na mesma área que se cria o gado Jersey e o
Holandês, por exemplo, eu não tenho dúvida que o animal da raça Jersey produz
muito mais”. (da revista oficial da ACGJB, Galeria de Presidentes, cópia do original abaixo):
.
(continua na próxima postagem)






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