PEDRO DE BARROS MOTT
Palmeirense fervoroso, PEDRO
DE BARROS MOTT adquiriu 3 Jersey em leilão. Este o início de
sua criação num belo sítio no Pico do Jaraguá/São Paulo, com área de 5ha, onde anualmente recebia jersistas de todo o Brasil durante as Exposições Nacionais, em especial os gaúchos que sempre estavam prontos para uma "pelada" contra time paulista escolhido pelo anfitrião e, depois, muito chopp e whisky (puro ou com gelo). A carne, proveniente do RS, muito bem preparada (mal passada ou ao ponto).
Pedro Mott optou pela Jersey porque já gostava da raça, sabedor
de ser a mais adaptada em terrenos íngremes como o seu. Foram necessários apenas 12 anos para que o plantel UIRAPURU (afixo adotado por Pedro para o registro de suas bezerras), de alta qualidade, alcançasse o número de 600 matrizes, o que não satisfazia suas pretenções: queria muito mais e melhores.
Adquirindo Fazenda em Itatiba/SP, antiga grande cabanha da raça Holandêsa V.B. de Joaquim Peixoto da Roxa, com
área de 178,5 ha e belíssima estrutura para a criação de gado leiteiro, Pedro Mott afirmou: "o grande desenvolvimento de sua
criação de gado de leite baseia-se, também, na importação de animais de outros
países, especialmente EUA e Canadá, em 1989 já contando com 90 importadas".
Quando, em 1977, Pedro adquiriu vacas e impulsionou a sua criação, talvez não tivesse a intenção de investir tanto na atividade como o fez, principalmente nos últimos anos. Tendo comprado inicialmente de criatórios nacionais, partiu posteriormente para a importação com a certeza de trazer exemplares de excelente qualidade, melhorando rápida e eficientemente seu plantel, contando com a seleção e assistência do med.vet. Roberto Vicente Lopes - competente zootecnista e seu amigo pessoal.
Mott
achava interessante continuar importando para conseguir bons resultados no
melhoramento genético pois, assim, poderia alcançar os altos níveis obtidos
pelos animais no Canadá, nos Estados Unidos e na Inglaterra.
"Os jersistas brasileiros, dizia êle, importam principalmente dos EUA e CANADÁ para melhoria genética, os primeiros mais pela produção de leite, extremamente superior à brasileira, e dos canadenses pela sua beleza zootécnica superior à dos EUA".
"Os jersistas brasileiros, dizia êle, importam principalmente dos EUA e CANADÁ para melhoria genética, os primeiros mais pela produção de leite, extremamente superior à brasileira, e dos canadenses pela sua beleza zootécnica superior à dos EUA".
Produzindo 1.500 litros de leite/dia com 90 vacas em lactação, sua meta era dobrar essa produção, alcançando 3.000 litros/dia com um plantel total de 1.200 Jersey.
Além
da inseminação artificial, e do uso de alguns de seus touros, a Fazenda Uirapuru também realizou a transferência de embriões, técnica que antecipou a melhoria genética do seu rebanho permitindo-lhe alcançar a qualidade e a performance dos rebanhos de países mais evoluídos, única forma de melhoria da raça num
prazo mais curto, em projeto desenvolvido pelo Dr. Chebel.
Pedro
Mott acreditava na importância das exposições para, além da
possibilidade de alcançar mais criadores, promover o relacionamento dos
jersistas e, assim, incentivar aos criadores.
Em
1988, contudo, Pedro Mott afirmou: "as exposições estão cansativas, não só
para o criador como para o próprio gado e, para isso, o papel das Associações de Criadores é fundamental: a nova forma de exposições estaduais, implantada
pela ACGJB e praticada no RS, tendeu a diminuir consideràvelmente o trabalho e as despesas com os
eventos. É essencial, para o desenvolvimento da raça, a união e amizade
entre todos os criadores, cada um fornecendo subsídios aos outros para o
progresso geral no Brasil".
Sua
última tacada jersista, aos 48 anos de idade e proprietário de 8 empresas –
dentre as quais as Lojas Glória e o Atacado Santiago – foi a importação de 60
animais dos EUA, com bezerras, novilhas e vacas de alto valor de pedigree e produção, em cujo lote estavam
incluídas muitas da Sider Creast – criatório conceituadíssimo nos EUA -
incluindo a Grande Campeã do estado de Yowa. Com mais esse investimento, Pedro
Mott demonstrou a força de seu rebanho Jersey, em março realizando um leilão
exclusivo no Palace/São Paulo, atingindo altíssimos preços.
Depois,
com necessidade de mais campo, adquiriu a Fazenda São Gregório, em Itatiba/SP,
contígua à Uirapuru e contando com 300 ha.
Pedro
de Barros Mott, muito bem sucedido como criador e melhorista da raça
Jersey, liquidou seu rebanho depois de conquistar,
em diversas exposições, os mais importantes campeonatos, em especial o Grande
Campeonato de Fêmeas na Expo Nacional de 1987 com uma linda vaca 2 anos, sob o julgamento do autor deste blog. No ano anterior, vários campeonatos e reservados de campeonatos havia sido conquistados pelas UIRAPURU & IMPORTADAS.
Sua
simpatia inata, e fácil comunicação, fizeram-no um grande amigo dos criadores
gaúchos e, como juiz da raça Jersey, constantemente era convidado e atuava nas mais
diversas exposições gaúchas: Pelotas, Bagé, São Lourenço, Canguçú,
Pedro Osório e Esteio.
Precocemente saindo do meio criatório jersista, depois de exercer diversas diretorias junto à ACGJB, inclusive sua vice-presidência, Pedro Mott abriu uma grande lacuna entre os criadores brasileiros, principalmente gaúchos, seus amigos constantemente por êle perguntando.
Pedro de Barros Mott foi um verdadeiro TAURA DA RAÇA JERSEY, e esperamos ainda revê-lo conosco!!!
Precocemente saindo do meio criatório jersista, depois de exercer diversas diretorias junto à ACGJB, inclusive sua vice-presidência, Pedro Mott abriu uma grande lacuna entre os criadores brasileiros, principalmente gaúchos, seus amigos constantemente por êle perguntando.













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