Os advogados ENRICO e VERA SALZANO, empresários e fazendeiros, detentores do afixo EVS (sigla dos nomes do casal), reservaram 8 alqueires de sua propriedade, em Atibaia, para criar e demonstrar que é possível manter 7,7 animais por ha, com silagem de milho e feno de Tifton consorciado com Coast Cross e Aveia, suplementando com ração e sal mineral um plantel PO que já chegou a 150 cabeças.
SALZANO participa da ACGJB
desde a gestão de EDGARDO HECTOR PEREZ, então como Diretor de Leilões e
Exposições. Em nome da Jersey, iniciou as
tratativas junto à Diretoria de Crédito Agrícola do BANESPA para, em conjunto
com as Associações de Holandês e Pardo Suiço, viabilizar a EXPOMILK,
participando de todas as reuniões a ela ligadas. Foi Vice-Presidente da ACGJB na
primeira gestão de NEY BORGES NOGUEIRA, sendo Diretor de Eventos na segunda, e
Vice-Presidente na de ANTONIO CARLOS MARQUES MENDES.
Eleito Presidente da ACGJB
para o mandato 2007/2009, teve como seu Vice-Presidente de chapa o paranaense
NELCI MAYNARDES, então Presidente da ACGJPR, desde o início combinado que este seria
o sucessor de SALZANO à presidência na próxima eleição.
Na gestão de SALZANO, muitos pontos
positivos – foi um dos período mais “eufóricos” para a raça no Brasil – mas muitos
negativos como, por exemplo, o início da “derrocada” das ASSOCIAÇÕES ESTADUAIS
DE CRIADORES DE GADO JERSEY, suas delegadas legais e necessárias em seus respectivos
Estados, pela obscessiva e indevida meta de “CENTRALIZAÇÃO DOS
SERVIÇOS E DOS ASSOCIADOS” junto à entidade nacional.
Decisões técnicas precipitadas,
apesar de muitas reuniões convocadas e realizadas pelo CDT onde foram
discutidas, mas pouco acatadas, diversas propostas principalmente sobre os
serviços de controle leiteiro, pontuação, e regulamentação dos quadros de
Classificadores e do Colégio de Jurados, prejudicaram a evolução da raça Jersey
em nosso país, subjugando as associações estaduais já fragilizadas com reflexos
até a atualidade, em especial com a inconsistência do novo programa
informatizado instalado para o Registro Genealógico.
Sobre os Contratos entre as DELEGADAS
ESTADUAIS e a BRASILEIRA, foram apresentados 2 Projetos, sem a participação das
primeiras, para estudo em reunião de Diretoria da ACGJB, pelos diretores Massaru Kashiwagi - Tesoureiro, e Luiz Paulo Miranda - Diretor de Eventos.
Ambos
os projetos tratavam da mudança de critérios da divisão dos valores cabíveis às
partes do Contrato, e da forma de recolhimento que constavam do Contrato para a
Realização dos Serviços de Registro Genealógico e outras Atividades e Serviços.
Aqui
um resumo das principais idéias, que não foram encaminhados aos Diretores
ausentes na reunião nem às Delegadas e Núcleos:
1.
De Massaru Kashiwagi
“Os Contratos firmados
em 1999 com vigência por dois anos contém uma cláusula de renovação automática,
caso não sejam denunciados por nenhuma das partes até a data dos respectivos
vencimentos. Portanto todos esses contratos estarão vencendo ao longo de 2007,
sendo o momento propício para a discussão de modo a se buscar um formato
adequado aos interesses de todos os envolvidos, e a serem praticados a partir
de janeiro de 2008.
“Proposta de estrutura
orçamentária para ACGJB:
“O orçamento das
despesas operacionais e não operacionais da ACGJB será anualmente apresentado,
discutido e aprovado em reunião de Diretoria até novembro de cada ano.
“O montante anual de
necessidades de caixa assim definidos deverá ser transformado em parcelas
mensais a serem captados de forma regular e sem interferência do nível de
atividades de cada filiada, ou seja, deverá ser estabelecida uma regra que
possibilite a entrada regular de recursos, diretamente no caixa da Brasileira,
sem passar pelas filiadas.
“A Brasileira passará a
cobrar, anual ou semestralmente, uma taxa fixa
por animal registrado de cada associado, a nível nacional, de modo que o
total anual dessa cobrança seria suficiente para cobrir todo o orçamento de
despesas previamente aprovado. Essa cobrança poderá ser feita diretamente da
brasileira para os associados, através de boletos bancários .
“Cálculos preliminares
indicam que o valor de R$ 4,00 por animal/ano seria uma taxa adequada, ou R$
2,00 por animal/semestre; deveria ser ainda estabelecida uma taxa mínima anual,
por exemplo, equivalente a um salário mínimo.
“Ao final de cada
exercício social, eventual superávit conseguido após deliberação teria sua
destinação definida, parte como reserva para contigências futuras ou para
aplicação em projeto específico, e parte para fomento, sendo redistribuído como
contribuição para as filiadas e núcleos, mediante regras a serem ainda
definidas e estabelecidas.
“Uma vantagem desse
sistema seria que eventual inadimplência junto à ACGJB seria, sempre, do
associado e a emissão dos seus respectivos registros bloqueada até que suas
obrigações junto à brasileira fiquem em ordem......
2.
De Luiz Paulo N.Miranda
“As sugestões abaixo
que, por certo, serão objeto de estudos,
portanto de ampla discussão, devem ter como fim a vinculação direta do criador
com a Associação-mãe, pois dela é a custódia do “herd book”.
Assim sugiro que a
Associação dos Criadores de Gado Jersey do Brasil
( ACGJB) faça reformas em seu Estatuto para amparar as
seguintes sugestões:
1º) que a ACGJB cancele
todos os contratos vigentes com suas filiadas
( muitos deles estão
vencidos há mais de 2 anos);
2º) que, a título de
manutenção do Arquivo Zootécnico, passe a cobrar diretamente dos criadores
associados em todo o Brasil, uma taxa anual
de
R$ 3,80 por cabeça (
esse valor corresponde a 1% do salário mínimo)”
3º) o criador que ficar
inadimplente com a ACGJB por mais de 1 semestre, terá seus serviços suspensos
enquanto durar sua inadimplência. ”
No primeiro semestre de 2009,
a ACGJB providenciou algumas atualizações em seus processos, com destaque para
o novo programa de registro e o lançamento do novo site, com busca por
informações ligadas à raça e procedimentos junto à Associação, levando em conta
as auditorias realizadas na própria ACGJB, na ACGJPR, na ACGJRS e na ACGJMG.
Preocupado com a discórdia que
reinava nesse ano com relação à sucessão na ACGJB, e com a tentativa da
“centralização total dos serviços pela ACGJB”, após circular pessoal a diversos
jersistas brasileiros, com retornos escritos e telefônicos, o autor deste blog
postou no www.blogdorheingantz.blogspot.com
sua opinião pessoal sobre o assunto.
JERSEY NO BRASIL
Prezados companheiros jersistas.
Prezados companheiros jersistas.
A maioria
de vocês me conhece, senão todos, e o recíproco é verdadeiro.
Escrevo-lhes pelas ponderações abaixo enumeradas, embora não criador desde 2002, mas ainda associado, como membro do Conselho de Ex-Presidentes da ACGJRS, como Ex-Presidente de nosso Conselho Técnico, como Ex-Coordenador Nacional do Colégio de Jurados da Raça Jersey e, principalmente, como JERSISTA desde 1977:
Escrevo-lhes pelas ponderações abaixo enumeradas, embora não criador desde 2002, mas ainda associado, como membro do Conselho de Ex-Presidentes da ACGJRS, como Ex-Presidente de nosso Conselho Técnico, como Ex-Coordenador Nacional do Colégio de Jurados da Raça Jersey e, principalmente, como JERSISTA desde 1977:
1- desde o final da década de 80 sofremos pressão da ACGJB que, ansiosa por pagar contas vencidas e adquirir novas, tenta a cada gestão sugar-nos mais, a nós e às nossas coirmãs estaduais, sempre em prejuízo dos criadores e da própria raça;
2- por
diversas vezes, para manter nossa soberania estadual, firmamos e seguramos
posições aparentemente antipáticas, mas necessárias, principalmente em função
da inconsistência do que a Brasileira queria impor, ou impunha, quase sempre
contando com o apoio das Estaduais existentes em cada época;
3- desde a
introdução da Jersey em nosso país por ASSIS BRASIL, nos idos de 1896 e,
principalmente, após a fundação de nossa ACGJRS em 1948, elaboramos, sugerimos,
aprimoramos, enfim, participamos dos Regulamentos e Regimentos referente à
Jersey, no RS, no Brasil, no que diz respeito à sua criação, registro,
julgamento, pontuação, comercialização, etc;
4- sempre
fomos ponderados e tempestivos com relação aos estudos e eventuais alterações
de regulamentos e normas sobre a raça;
5-
pessoalmente, como dirigente ou oposição na ACGJRS, sempre defendi meus
pontos-de-vista, normalmente técnicos, acatando e lutando
por posicionamentos que contemplassem a maioria de nossos associados após
devida consulta a eles.
Assim, não poderia dormir sossegado se não pensasse sobre o momento jersista brasileiro, sobre o perigo que paira sobre nossa raça e nossos criadores, sobre o perigo de um verdadeiro "apocalipse jersista", principalmente se não externasse o que abaixo transcrevo:
a- em reunião a ser realizada na próxima semana, durante a Exposição Nacional, é provável que surja a tentativa de terminar com os CONSELHOS TÉCNICOS DAS ESTADUAIS, o que seria um absurdo pois, no enorme e heterogêneo Brasil, os criadores não suportariam e não poderiam arcar com as despesas de uma centralização da área técnica, e na eliminação dos técnicos estaduais que, alem de competentes, entendem as particularidades de suas regiões/estados;
Assim, não poderia dormir sossegado se não pensasse sobre o momento jersista brasileiro, sobre o perigo que paira sobre nossa raça e nossos criadores, sobre o perigo de um verdadeiro "apocalipse jersista", principalmente se não externasse o que abaixo transcrevo:
a- em reunião a ser realizada na próxima semana, durante a Exposição Nacional, é provável que surja a tentativa de terminar com os CONSELHOS TÉCNICOS DAS ESTADUAIS, o que seria um absurdo pois, no enorme e heterogêneo Brasil, os criadores não suportariam e não poderiam arcar com as despesas de uma centralização da área técnica, e na eliminação dos técnicos estaduais que, alem de competentes, entendem as particularidades de suas regiões/estados;
b-
pròximamente, em reunião do Colégio de Jurados da Raça Jersey no Brasil, deverá
ser focado nova alteração no regulamento de exposições com a justificativa de,
cada vez mais, unificarmos com EUA e Canadá os critérios de julgamento, o que é
tambem absurdo, lembrando-lhes que o melhor e mais ponderado regulamento foi o
da década de 90, antes de sua alteração para satisfazer um dirigente/expositor
na Nacional, ampliando a idade na última categoria de Novilha Maior nesta raça
que, antes de tudo, é precoce;
c-
novamente, tentarão sugar de nossos criadores valores para saldar os absurdos
débitos junto ao INSS e/ou funcionários e técnicos daquela entidade, dívidas
surgidas com a má administração do dinheiro comum, onde se inclui a edição da
ótima mas deficitária revista A RAÇA JERSEY – depois VACA JERSEY - desde seu
lançamento, e manutenção do caro corpo técnico da Associação;
d- a
continuação da tentativa de não-oficialização de julgamentos por jurados
não-técnicos, alegando normas do Ministério da Agricultura, tambem é absurda
pois, todos hão de convir, há muitos não zootecnistas (classe formada por agrônomos,
veterinários e zootecnistas) que entendem muito do assunto, julgando muitas
vezes melhor que os técnicos, e que estão credenciados no Quadro de Jurados,
vários de São Paulo, Rio Grande do Sul, e doutros estados brasileiros.
Sobre este assunto, tendo sido um dos batalhadores pela remuneração obrigatória aos jurados por se tratar de uma atividade técnica, reconheço que aqueles jurados "não técnicos", talvez, devam executá-la graciosamente, apenas com a despesa paga, assunto a ser discutido.
Assim sendo, aproveitando a oportunidade para comunicar-lhes haver um blog, desde junho, que trata dos diversos assuntos relativos à raça Jersey e seus criadores, peço-lhes para enviarem-me assuntos técnicos, comerciais, políticos e sociais referente à mesma, cujo endereço é www.blogdorheingantz.blogspot.com.
Atenciosamente, CARLOS GUILHERME RHEINGANTZ
Dos retornos escritos, foram selecionados dois para esta postagem de associados do estado de São Paulo:
De Névio Primon de Siqueira:
Prezado
Carlos e demais companheiros jersistas. Gostaria muito que tudo o que o que você
falou fosse apenas imaginação, ou algo assim, mas infelizmente não é.
Vocês já
conhecem o problema de longa data e as contas nunca fecham, pois não há vontade
ou coragem política de colocar o dedo na ferida para estancar a sangria, então
ela continua, cada vez necessitando de mais e mais dinheiro dos associados para
fazer o mesmo nada de sempre. O foco é como sempre a Nacional, valorizando
apenas um número de criadores de gado de elite, que sem dúvida é necessário
para o desenvolvimento da raça, responsáveis por melhoramento genético, mas nem
de longe representam o perfil da grande maioria dos criadores de gado Jersey do
Brasil, que por vezes nem sequer sabem que existe a Nacional ou em que data ela
ocorre. São os produtores de leite, que lutam com coragem contra os valores
baixos pagos pelo seu produto e que formam a grande massa de associados da
ACGJB e de suas filiadas.
Lendo sua
mensagem, vejo que a Paulista não esta sozinha nas suas ideias e nos princípios
que a norteiam, principal motivo das discórdias entre a nossa entidade e a
"Brasileira", haja vista o cancelamento da filiação da Paulista junto
ao MAPA, oficiado pela Brasileira alegando o desinteresse da Paulista em
continuar como Filiada e em assinar novo contrato, contrato este que entendemos
ser um suicídio para qualquer filiada e que não concordamos de forma alguma com
as imposições da Brasileira neste novo modelo de contrato. Ainda assim,
tentamos fazer acordos com a Brasileira, desde que os valores fossem razoáveis
e compatíveis com a queda de faturamento que tivemos no decorrer deste ano, mas
foram irredutíveis em todos os sentidos, prevalecendo assim a imposição em
detrimento do racional e do foco que deveria reger qualquer associação, que é o
bem estar de todos os seus associados, que deveriam ser tratados como a razão
de ser da associação.
Por fim
Carlos, gostaria de sua permissão para repassar sua mensagem aos associados da
Paulista, pois ainda tem gente que não está a par dos fatos, e pode ter dúvidas
sobre o litigio entre a Paulista e a Brasileira. Acho que sua mensagem pode ser
esclarecedora, pois vai de encontro ao que nós argumentamos e vem de uma pessoa
que não tem vínculo nenhum com a Paulista, demonstrando assim que as atitudes
da Brasileira não incomodam somente a nós, mas a todos os interessados na raça
Jersey.
Grande
abraço e parabéns pela iniciativa,
Névio
Primon de Siqueira
Em
tempo: torno a
frisar que a presença de vocês do Sul, é muito importante nesta Feileite, já
que as reuniões que acontecerão não contemplam nenhum simples mortal associado.
As reuniões são somente entre diretorias de "Filiadas" ( já excluiram
todos de São Paulo pois não somos mais Filiada) e não terá reunião de CDT e
muito menos Assembléia Geral. Na Feileite tem muita gente que pensa diferente, e
não é conveniente para a Diretoria da Brasileira "ouvir" opiniões
divergentes dos rumos que eles pretendem tomar.
Pena que
não poderá estar presente. Há muito que não o vejo, e sempre é bom rever
pessoas descentes e responsáveis, e que lutam por um ideal mesmo sem interesse
direto, simplesmente por acreditar. Isso é bom para nossa alma, pois nos
encoraja a seguir nossos caminhos, defendendo nossas opiniões sem abandonar
nossos princípios. As pessoas boas estão ficando cada vez mais raras.
Carlos,
por favor, me passe o endereço do seu blog para que eu possa repassar aos
associados da paulista para que possam visita-lo.
Abraços,
Névio
Primon de Siqueira
De Luis Hector San
Juan:
A todos os amigos e
ex-colegas criadores:
Quando Carlos montou o seu blog me identifiquei com essa iniciativa, atualmente proporcionada a qualquer cidadão pelo avanço tecnológico (internet), que permite uma comunicação instantânea com milhares de pessoas interessadas em um mesmo assunto e possibilita a todos a colocação pública das suas opiniões, sem qualquer tipo de censura ou pressão.
Embora não seja mais criador de Jersey desde 1996, os quase 20 anos em que me dediquei à raça e o tipo de participação como criador, como assíduo expositor e como componente (fugaz) da Diretoria da Ass. Brasileira, me credenciam a dar uma opinião sobre o assuntoem pauta. Aclaro que
a minha desistência nessa função foi motivada por não compartir
certas ideias corporativas que dominavam o pensamento da Associação naqueles
tempos.
Conheço pessoalmente o Carlos; foi dele que comprei as minhas primeiras P.O. em seu sítio, em Morro Redondo e, mais tarde, até várias vezes por telefone. Só tive satisfações com esses animais e foi através desses contatos que sedimentei uma sincera e duradoura amizade com ele. Também me identifico com ele pelo seu espírito contestador, baseado sempre na razão, no conhecimento técnico e nas características de cada cenário em que se desenvolve a criação.
Embora admire o esforço que foi desenvolvido pelos grandes criadores "investidores" que possibilitaram a partir do final dos anos "80" o fantástico aporte de genética que a raça recebeu, reconheço que, mais tarde, desde os postos diretivos que estes passaram a ocupar na ACGJB, conduziram a Associação pelo caminho equivocado da elitização da raça e a centralização das decisões em detrimento das iniciativas das "filiadas", política essa que foi minando não só a boa vontade dos criadores "não investidores" (como foi o meu caso) como também a autonomia dos dirigentes dos demais estados.
Portanto, sem entrar no mérito da questão por não conhecer detalhes, comparo a iniciativa de Carlos G. Rheingantz a uma mola propulsora que poderá fornecer a energia necessária para a restruturação salutar das organizações diretivas da raça Jersey, cuja principal atribuição é a de regulamentar e fiscalizar as atividades da criação, implementando medidas que redundem em benefício direto e estímulo permanente aos criadores, sem os quais não existe associação alguma.
Um abraço fraterno a todos,
Luis Hector San Juan, 29/10/2009.
Quando Carlos montou o seu blog me identifiquei com essa iniciativa, atualmente proporcionada a qualquer cidadão pelo avanço tecnológico (internet), que permite uma comunicação instantânea com milhares de pessoas interessadas em um mesmo assunto e possibilita a todos a colocação pública das suas opiniões, sem qualquer tipo de censura ou pressão.
Embora não seja mais criador de Jersey desde 1996, os quase 20 anos em que me dediquei à raça e o tipo de participação como criador, como assíduo expositor e como componente (fugaz) da Diretoria da Ass. Brasileira, me credenciam a dar uma opinião sobre o assunto
Conheço pessoalmente o Carlos; foi dele que comprei as minhas primeiras P.O. em seu sítio, em Morro Redondo e, mais tarde, até várias vezes por telefone. Só tive satisfações com esses animais e foi através desses contatos que sedimentei uma sincera e duradoura amizade com ele. Também me identifico com ele pelo seu espírito contestador, baseado sempre na razão, no conhecimento técnico e nas características de cada cenário em que se desenvolve a criação.
Embora admire o esforço que foi desenvolvido pelos grandes criadores "investidores" que possibilitaram a partir do final dos anos "80" o fantástico aporte de genética que a raça recebeu, reconheço que, mais tarde, desde os postos diretivos que estes passaram a ocupar na ACGJB, conduziram a Associação pelo caminho equivocado da elitização da raça e a centralização das decisões em detrimento das iniciativas das "filiadas", política essa que foi minando não só a boa vontade dos criadores "não investidores" (como foi o meu caso) como também a autonomia dos dirigentes dos demais estados.
Portanto, sem entrar no mérito da questão por não conhecer detalhes, comparo a iniciativa de Carlos G. Rheingantz a uma mola propulsora que poderá fornecer a energia necessária para a restruturação salutar das organizações diretivas da raça Jersey, cuja principal atribuição é a de regulamentar e fiscalizar as atividades da criação, implementando medidas que redundem em benefício direto e estímulo permanente aos criadores, sem os quais não existe associação alguma.
Um abraço fraterno a todos,
Luis Hector San Juan, 29/10/2009.
DOMINGO, 5 DE JULHO DE 2009
JERSEY: O HOMEM ATRAPALHA A RAÇA
www.blogdorheingantz.blogspot.com
A partir de 1975 os jersistas
gaúchos, associados e dirigentes da hoje sexagenária Associação de Criadores de
Gado Jersey do Rio Grande do Sul, perderam os subsídios federais e estaduais
que lhes eram anualmente destinados. Mesmo assim, conseguiram aumentar
significativamente o número de animais registrados e a qualidade dos plantéis
até o ano de 1991.
Após, devido às grandes dificuldades financeiras e altas taxas para emolumentos fixadas pela Associação dos Criadores de Gado Jersey do Brasil, começaram as reduções progressivas nos registros de animais e no quadro associativo, estabilizados e voltando a crescer a partir de 1998.
O difícil relacionamento para com a Brasileira só foi normalizado com a posse do mineiro Sebastião Cabral Filho na presidência daquela entidade, após 1999, mas os problemas, causados pelas crescentes despesas da entidade mater nacional, continuaram. A modificação em regulamentos sem a devida consulta e participação dos conselhos técnicos estaduais passou a ser comum, contempladas apenas “aspirações pessoais” de poucos.
Apesar dos problemas, a Jersey-RS
continuou moderna e eficiente, viável mesmo com as restrições inadequadamente
impostas pela Brasileira, executando com presteza os serviços de registro e de
fomento, fornecendo apoio e colaborando para a evolução da raça.
Agora, em pleno 2009, novamente a Associação Brasileira tenta modificar os convênios para com suas delegadas, em detrimento da hegemonia estadual dessas entidades que, na realidade, são as responsáveis pelo registro dos animais e apoio a seus criadores. Cabe aos dirigentes estaduais uma franca e aberta discussão sobre a situação devendo, em prol do desenvolvimento da raça, achar uma opção mais realista para o controle do registro brasileiro da Jersey.
Quem sabe uma Associação Brasileira "on-line", pràticamente sem custos, um verdadeiro cartório de registros?
Agora, em pleno 2009, novamente a Associação Brasileira tenta modificar os convênios para com suas delegadas, em detrimento da hegemonia estadual dessas entidades que, na realidade, são as responsáveis pelo registro dos animais e apoio a seus criadores. Cabe aos dirigentes estaduais uma franca e aberta discussão sobre a situação devendo, em prol do desenvolvimento da raça, achar uma opção mais realista para o controle do registro brasileiro da Jersey.
Quem sabe uma Associação Brasileira "on-line", pràticamente sem custos, um verdadeiro cartório de registros?
E se a responsabilidade pelo
mesmo fosse, a cada gestão, atribuída a uma de suas delegadas estaduais?
De qualquer forma, a Brasileira
como está de nada adianta, apenas onerando e inviabilizando suas indispensáveis
Delegadas.
Mas a raça JERSEY
estava forte, conforme demonstra o quadro a seguir:
Não respeitando o acordo para eleição anterior (gestão 2007/2009) sobre seu sucessor, ENRICO SALZANO se lançou candidato à reeleição (período 2010/2012), desta feita tendo ZULEIKA TORREALBA, sua apoiadora financeira, na posição de Vice-Presidente.
Encabeçada por NELCI
MAINARDES, a oposição perdeu por 18 votos numa eleição duvidosa onde mais de 40
votos foram anulados, sob a justificativa de que “criadores de SC com mais de
30 anos de associados não constavam na lista de criadores” havendo, também,
desconfiança com relação a diversas procurações “de associados” de SP e de MG.
Apesar de inconformados, os opositores aceitaram os resultados divulgados para evitar, assim, a provável “implosão da ACGJB”.
A nova Diretoria ficou assim
constituída:
Em 2010, a ACGJB se fez presente a diversas exposições, ora representada pelo presidente ENRICO SALZANO, ora pela poderosa vice-presidente ZULEIKA TORREALBA e/ou pela superintendente MARIA GISELSA MORAES, em especial em Itajubá/MG, na Fapija/SP, em Itajai/SC, na Expointer/RS, em Bagé/RS, e na Expoece/CE, dentre outras. Nos eventos diretamente organizados pela ACGJB, sempre ENRIQUE SALZANO citava e prestigiava a Geraldo Alckmin.
Vários cursos técnicos foram
oficializados pela ACGJB, organizados e realizados por conta das respectivas
Delegadas Estaduais.
Algumas Delegadas são
prestigiadas com a presença de Diretores da associação brasileira e de outros
estados, recebem ou prestam homenagens, com reuniões a nível NACIONAL, como no
Rio Grande do Sul já tradicionalmente na manhã do dia do julgamento do Grande
Campeonato na EXPOINTER, organizada pela ACGJRS e com participação da ACGJB e
demais DELEGADAS (SC, PR, SP, RJ, BA, MG, CE), para tratar de assuntos técnicos
e de ordem geral referente à raça Jersey.
CASO GRATITTUDE
TERÇA-FEIRA, 1 de MARÇO DE 2011
No www.blogdojerseyrs.blogspot.com postagem sobre vaca norte-americana com repercução em todo o meio jersista
internacional, assunto detalhadamente discutido junto ao CDT da ACGJB, dizia o
seguinte:
A vaca
OOMSDALE GORDO GOLDIE GRATITTUDE, 111224922, teve a presença em seu genoma de
Holandês Vermelho e Branco (17%) de acordo com a American Jersey Cattle
Association, considerando-a 83% jersey conforme seu DNA.
O
Serviço de Registro Genealógico (SRG) da ACGJB, observando o procedimento
adotado nos EUA, e baseado na lei brasileira nº 4.716 (29 de maio de 1965),
decreto 58.984 (03 de agosto de 1966) e portaria nº 47 (15 de outubro de 1967),
vai conceder registro 31/32 para as filhas dos touros Garden, Grieves e Gannon
(filhos de Gratittude) nascidas até data a ser confirmada, permitindo com isso
a evolução de sua descendência para chegar a SB (seleção jersey brasileiro) que,
na realidade, são as PO por merecimento, desde que alcançados aqueles índices
de tipo e produção estipulados no regulamento brasileiro.
A
decisão brasileira visa inibir a comercialização do sêmen de filhos de GRATITTUDE
protegendo, assim, os nossos plantéis e criadores contra a entrada de outras
raças em nossa Jersey.
Este
fato gerará, certamente, discussões e medidas que poderão modificar o conceito
de PURO DE ORIGEM na raça Jersey.
Certo
ou errado os criadores, os melhoristas, os dirigentes das associações regionais
e nacional, e os membros de seus Conselhos Deliberativos Técnicos, deverão
estar munidos de conhecimentos e argumentos que permitam, na hora certa, a
tomada de decisões corretas, sem o prejuízo da raça nem de seus criadores.
Não
devem esquecer, porém, dos motivos que nos levaram a escolher a Jersey como a
raça leiteira mais completa: precocidade, alta produção de sólidos no leite com
grande produção leiteira, longevidade, produção econômica de leite, excelente
aparelho mamário, forte estrutura em tamanho médio, etc., que nos deixam
pensando "se há necessidade de injetar gens de outras" numa raça que,
a nosso ver, está completa. Será um melhoramento, ou uma regressão??
Na
próxima edição, algumas considerações e dados para que todos possam participar
e refletir sobre o assunto. Não percam.
Saiba
mais sobre a raça Jersey e os Jersistas, do mesmo autor:














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