quarta-feira, 8 de julho de 2020

TJ35 - ENRICO SALZANO - OS PRESIDENTES DA ACGJB (XIII e XIV)




Os advogados ENRICO e VERA SALZANO, empresários e fazendeiros, detentores do afixo EVS (sigla dos nomes do casal), reservaram 8 alqueires de sua propriedade, em Atibaia, para criar e demonstrar que é possível manter 7,7 animais por ha, com silagem de milho e feno de Tifton consorciado com Coast Cross e Aveia, suplementando com ração e sal mineral um plantel PO que já chegou a 150 cabeças.

SALZANO participa da ACGJB desde a gestão de EDGARDO HECTOR PEREZ, então como Diretor de Leilões e Exposições. Em nome da Jersey, iniciou as tratativas junto à Diretoria de Crédito Agrícola do BANESPA para, em conjunto com as Associações de Holandês e Pardo Suiço, viabilizar a EXPOMILK, participando de todas as reuniões a ela ligadas. Foi Vice-Presidente da ACGJB na primeira gestão de NEY BORGES NOGUEIRA, sendo Diretor de Eventos na segunda, e Vice-Presidente na de ANTONIO CARLOS MARQUES MENDES.

Eleito Presidente da ACGJB para o mandato 2007/2009, teve como seu Vice-Presidente de chapa o paranaense NELCI MAYNARDES, então Presidente da ACGJPR, desde o início combinado que este seria o sucessor de SALZANO à presidência na próxima eleição.


Na gestão de SALZANO, muitos pontos positivos – foi um dos período mais “eufóricos” para a raça no Brasil – mas muitos negativos como, por exemplo, o início da “derrocada” das ASSOCIAÇÕES ESTADUAIS DE CRIADORES DE GADO JERSEY, suas delegadas legais e necessárias em seus respectivos Estados, pela obscessiva e indevida meta de “CENTRALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS E DOS ASSOCIADOS” junto à entidade nacional.



Decisões técnicas precipitadas, apesar de muitas reuniões convocadas e realizadas pelo CDT onde foram discutidas, mas pouco acatadas, diversas propostas principalmente sobre os serviços de controle leiteiro, pontuação, e regulamentação dos quadros de Classificadores e do Colégio de Jurados, prejudicaram a evolução da raça Jersey em nosso país, subjugando as associações estaduais já fragilizadas com reflexos até a atualidade, em especial com a inconsistência do novo programa informatizado instalado para o Registro Genealógico.



Sobre os Contratos entre as DELEGADAS ESTADUAIS e a BRASILEIRA, foram apresentados 2 Projetos, sem a participação das primeiras, para estudo em reunião de Diretoria da ACGJB,  pelos diretores Massaru Kashiwagi - Tesoureiro, e  Luiz Paulo Miranda - Diretor de Eventos.

Ambos os projetos tratavam da mudança de critérios da divisão dos valores cabíveis às partes do Contrato, e da forma de recolhimento que constavam do Contrato para a Realização dos Serviços de Registro Genealógico e outras Atividades e Serviços.

Aqui um resumo das principais idéias, que não foram encaminhados aos Diretores ausentes na reunião nem às Delegadas e Núcleos:

1.     De Massaru Kashiwagi

“Os Contratos firmados em 1999 com vigência por dois anos contém uma cláusula de renovação automática, caso não sejam denunciados por nenhuma das partes até a data dos respectivos vencimentos. Portanto todos esses contratos estarão vencendo ao longo de 2007, sendo o momento propício para a discussão de modo a se buscar um formato adequado aos interesses de todos os envolvidos, e a serem praticados a partir de janeiro de  2008.

“Proposta de estrutura orçamentária para ACGJB:

“O orçamento das despesas operacionais e não operacionais da ACGJB será anualmente apresentado, discutido e aprovado em reunião de Diretoria até novembro de cada ano.

“O montante anual de necessidades de caixa assim definidos deverá ser transformado em parcelas mensais a serem captados de forma regular e sem interferência do nível de atividades de cada filiada, ou seja, deverá ser estabelecida uma regra que possibilite a entrada regular de recursos, diretamente no caixa da Brasileira, sem passar pelas filiadas.

“A Brasileira passará a cobrar, anual ou semestralmente, uma taxa fixa  por animal registrado de cada associado, a nível nacional, de modo que o total anual dessa cobrança seria suficiente para cobrir todo o orçamento de despesas previamente aprovado. Essa cobrança poderá ser feita diretamente da brasileira para os associados, através de boletos bancários .

“Cálculos preliminares indicam que o valor de R$ 4,00 por animal/ano seria uma taxa adequada, ou R$ 2,00 por animal/semestre; deveria ser ainda estabelecida uma taxa mínima anual, por exemplo, equivalente a um salário mínimo.

“Ao final de cada exercício social, eventual superávit conseguido após deliberação teria sua destinação definida, parte como reserva para contigências futuras ou para aplicação em projeto específico, e parte para fomento, sendo redistribuído como contribuição para as filiadas e núcleos, mediante regras a serem ainda definidas e estabelecidas.

“Uma vantagem desse sistema seria que eventual inadimplência junto à ACGJB seria, sempre, do associado e a emissão dos seus respectivos registros bloqueada até que suas obrigações junto à brasileira fiquem em ordem......

2.     De Luiz Paulo N.Miranda

“As sugestões abaixo que,  por certo, serão objeto de estudos, portanto de ampla discussão, devem ter como fim a vinculação direta do criador com a Associação-mãe, pois dela é a custódia do “herd book”.

Assim sugiro que a Associação dos Criadores de Gado Jersey do Brasil
( ACGJB)  faça reformas em seu Estatuto para amparar as seguintes sugestões:

1º) que a ACGJB cancele todos os contratos vigentes com suas filiadas
( muitos deles estão vencidos há mais de 2 anos);

2º) que, a título de manutenção do Arquivo Zootécnico, passe a cobrar diretamente dos criadores associados em todo o Brasil, uma taxa anual  de
R$ 3,80 por cabeça ( esse valor corresponde a 1% do salário mínimo)”

3º) o criador que ficar inadimplente com a ACGJB por mais de 1 semestre, terá seus serviços suspensos enquanto durar sua inadimplência. ”

No primeiro semestre de 2009, a ACGJB providenciou algumas atualizações em seus processos, com destaque para o novo programa de registro e o lançamento do novo site, com busca por informações ligadas à raça e procedimentos junto à Associação, levando em conta as auditorias realizadas na própria ACGJB, na ACGJPR, na ACGJRS e na ACGJMG.


Preocupado com a discórdia que reinava nesse ano com relação à sucessão na ACGJB, e com a tentativa da “centralização total dos serviços pela ACGJB”, após circular pessoal a diversos jersistas brasileiros, com retornos escritos e telefônicos, o autor deste blog postou no  www.blogdorheingantz.blogspot.com  sua opinião pessoal sobre o assunto.


JERSEY NO BRASIL

Prezados companheiros jersistas.
A maioria de vocês me conhece, senão todos, e o recíproco é verdadeiro.
Escrevo-lhes pelas ponderações abaixo enumeradas, embora não criador desde 2002, mas ainda associado, como membro do Conselho de Ex-Presidentes da ACGJRS, como Ex-Presidente de nosso Conselho Técnico, como Ex-Coordenador Nacional do Colégio de Jurados da Raça Jersey e, principalmente, como JERSISTA desde 1977:

1- desde o final da década de 80 sofremos pressão da ACGJB que, ansiosa por pagar contas vencidas e adquirir novas, tenta a cada gestão sugar-nos mais, a nós e às nossas coirmãs estaduais, sempre em prejuízo dos criadores e da própria raça;

2- por diversas vezes, para manter nossa soberania estadual, firmamos e seguramos posições aparentemente antipáticas, mas necessárias, principalmente em função da inconsistência do que a Brasileira queria impor, ou impunha, quase sempre contando com o apoio das Estaduais existentes em cada época; 

3- desde a introdução da Jersey em nosso país por ASSIS BRASIL, nos idos de 1896 e, principalmente, após a fundação de nossa ACGJRS em 1948, elaboramos, sugerimos, aprimoramos, enfim, participamos dos Regulamentos e Regimentos referente à Jersey, no RS, no Brasil, no que diz respeito à sua criação, registro, julgamento, pontuação, comercialização, etc;

4- sempre fomos ponderados e tempestivos com relação aos estudos e eventuais alterações de regulamentos e normas sobre a raça;

5- pessoalmente, como dirigente ou oposição na ACGJRS, sempre defendi meus pontos-de-vista, normalmente técnicos, acatando e lutando por posicionamentos que contemplassem a maioria de nossos associados após devida consulta a eles.

Assim, não poderia dormir sossegado se não pensasse sobre o momento jersista brasileiro, sobre o perigo que paira sobre nossa raça e nossos criadores, sobre o perigo de um verdadeiro "apocalipse jersista", principalmente se não externasse o que abaixo transcrevo:

a- em reunião a ser realizada na próxima semana, durante a Exposição Nacional, é provável que surja a tentativa de terminar com os CONSELHOS TÉCNICOS DAS ESTADUAIS, o que seria um absurdo pois, no enorme e heterogêneo Brasil, os criadores não suportariam e não poderiam arcar com as despesas de uma centralização da área técnica, e na eliminação dos técnicos estaduais que, alem de competentes, entendem as particularidades de suas regiões/estados;

b- pròximamente, em reunião do Colégio de Jurados da Raça Jersey no Brasil, deverá ser focado nova alteração no regulamento de exposições com a justificativa de, cada vez mais, unificarmos com EUA e Canadá os critérios de julgamento, o que é tambem absurdo, lembrando-lhes que o melhor e mais ponderado regulamento foi o da década de 90, antes de sua alteração para satisfazer um dirigente/expositor na Nacional, ampliando a idade na última categoria de Novilha Maior nesta raça que, antes de tudo, é precoce;

c- novamente, tentarão sugar de nossos criadores valores para saldar os absurdos débitos junto ao INSS e/ou funcionários e técnicos daquela entidade, dívidas surgidas com a má administração do dinheiro comum, onde se inclui a edição da ótima mas deficitária revista A RAÇA JERSEY – depois VACA JERSEY - desde seu lançamento, e manutenção do caro corpo técnico da Associação;

d- a continuação da tentativa de não-oficialização de julgamentos por jurados não-técnicos, alegando normas do Ministério da Agricultura, tambem é absurda pois, todos hão de convir, há muitos não zootecnistas (classe formada por agrônomos, veterinários e zootecnistas) que entendem muito do assunto, julgando muitas vezes melhor que os técnicos, e que estão credenciados no Quadro de Jurados, vários de São Paulo, Rio Grande do Sul, e doutros estados brasileiros.

Sobre este assunto, tendo sido um dos batalhadores pela remuneração obrigatória aos jurados por se tratar de uma atividade técnica, reconheço que aqueles jurados "não técnicos", talvez, devam executá-la graciosamente, apenas com a despesa paga, assunto  a ser discutido.

Assim sendo, aproveitando a oportunidade para comunicar-lhes haver um blog, desde junho, que trata dos diversos assuntos relativos à raça Jersey e seus criadores, peço-lhes para enviarem-me assuntos técnicos, comerciais, políticos e sociais referente à mesma, cujo endereço é
www.blogdorheingantz.blogspot.com.

Atenciosamente, CARLOS GUILHERME RHEINGANTZ



Dos retornos escritos, foram selecionados dois para esta postagem de associados do estado de São Paulo:




De Névio Primon de Siqueira:

Prezado Carlos e demais companheiros jersistas. Gostaria muito que tudo o que o que você falou fosse apenas imaginação, ou algo assim, mas infelizmente não é.

Vocês já conhecem o problema de longa data e as contas nunca fecham, pois não há vontade ou coragem política de colocar o dedo na ferida para estancar a sangria, então ela continua, cada vez necessitando de mais e mais dinheiro dos associados para fazer o mesmo nada de sempre. O foco é como sempre a Nacional, valorizando apenas um número de criadores de gado de elite, que sem dúvida é necessário para o desenvolvimento da raça, responsáveis por melhoramento genético, mas nem de longe representam o perfil da grande maioria dos criadores de gado Jersey do Brasil, que por vezes nem sequer sabem que existe a Nacional ou em que data ela ocorre. São os produtores de leite, que lutam com coragem contra os valores baixos pagos pelo seu produto e que formam a grande massa de associados da ACGJB e de suas filiadas.

Lendo sua mensagem, vejo que a Paulista não esta sozinha nas suas ideias e nos princípios que a norteiam, principal motivo das discórdias entre a nossa entidade e a "Brasileira", haja vista o cancelamento da filiação da Paulista junto ao MAPA, oficiado pela Brasileira alegando o desinteresse da Paulista em continuar como Filiada e em assinar novo contrato, contrato este que entendemos ser um suicídio para qualquer filiada e que não concordamos de forma alguma com as imposições da Brasileira neste novo modelo de contrato. Ainda assim, tentamos fazer acordos com a Brasileira, desde que os valores fossem razoáveis e compatíveis com a queda de faturamento que tivemos no decorrer deste ano, mas foram irredutíveis em todos os sentidos, prevalecendo assim a imposição em detrimento do racional e do foco que deveria reger qualquer associação, que é o bem estar de todos os seus associados, que deveriam ser tratados como a razão de ser da associação.
Por fim Carlos, gostaria de sua permissão para repassar sua mensagem aos associados da Paulista, pois ainda tem gente que não está a par dos fatos, e pode ter dúvidas sobre o litigio entre a Paulista e a Brasileira. Acho que sua mensagem pode ser esclarecedora, pois vai de encontro ao que nós argumentamos e vem de uma pessoa que não tem vínculo nenhum com a Paulista, demonstrando assim que as atitudes da Brasileira não incomodam somente a nós, mas a todos os interessados na raça Jersey.

Grande abraço e parabéns pela iniciativa,
Névio Primon de Siqueira

Em tempo: torno a frisar que a presença de vocês do Sul, é muito importante nesta Feileite, já que as reuniões que acontecerão não contemplam nenhum simples mortal associado. As reuniões são somente entre diretorias de "Filiadas" ( já excluiram todos de São Paulo pois não somos mais Filiada) e não terá reunião de CDT e muito menos Assembléia Geral. Na Feileite tem muita gente que pensa diferente, e não é conveniente para a Diretoria da Brasileira "ouvir" opiniões divergentes dos rumos que eles pretendem tomar.

Pena que não poderá estar presente. Há muito que não o vejo, e sempre é bom rever pessoas descentes e responsáveis, e que lutam por um ideal mesmo sem interesse direto, simplesmente por acreditar. Isso é bom para nossa alma, pois nos encoraja a seguir nossos caminhos, defendendo nossas opiniões sem abandonar nossos princípios. As pessoas boas estão ficando cada vez mais raras.

Carlos, por favor, me passe o endereço do seu blog para que eu possa repassar aos associados da paulista para que possam visita-lo.

Abraços,
Névio Primon de Siqueira


De Luis Hector San Juan:

A todos os amigos e ex-colegas criadores:
Quando Carlos montou o seu blog me identifiquei com essa iniciativa, atualmente proporcionada a qualquer cidadão pelo avanço tecnológico (internet), que permite uma comunicação instantânea com milhares de pessoas interessadas em um mesmo assunto e possibilita a todos a colocação pública das suas opiniões, sem qualquer tipo de censura ou pressão.
Embora não seja mais criador de Jersey desde 1996, os quase 20 anos em que me dediquei à raça e o tipo de participação como criador, como assíduo expositor e como componente (fugaz) da Diretoria da Ass. Brasileira, me credenciam a dar uma opinião sobre o assunto em pauta. Aclaro que a minha desistência nessa função foi motivada por não compartir certas ideias corporativas que dominavam o pensamento da Associação naqueles tempos.
 Conheço pessoalmente o Carlos; foi dele que comprei as minhas primeiras P.O. em seu sítio, em Morro Redondo e, mais tarde, até várias vezes por telefone. Só tive satisfações com esses animais e foi através desses contatos que sedimentei uma sincera e duradoura amizade com ele. Também me identifico com ele pelo seu espírito contestador, baseado sempre na razão, no conhecimento técnico e nas características de cada cenário em que se desenvolve a criação.
Embora admire o esforço que foi desenvolvido pelos grandes criadores "investidores" que possibilitaram a partir do final dos anos "80" o fantástico aporte de genética que a raça recebeu, reconheço que, mais tarde, desde os postos diretivos que estes passaram a ocupar na ACGJB, conduziram a Associação pelo caminho equivocado da elitização da raça e a centralização das decisões em detrimento das iniciativas das "filiadas", política essa que foi minando não só a boa vontade dos criadores "não investidores" (como foi o meu caso) como também a autonomia dos dirigentes dos demais estados.
Portanto, sem entrar no mérito da questão por não conhecer detalhes, comparo a iniciativa de Carlos G. Rheingantz a uma mola propulsora que poderá fornecer a energia necessária para a restruturação salutar das organizações diretivas da raça Jersey, cuja principal atribuição é a de regulamentar e fiscalizar as atividades da criação, implementando medidas que redundem em benefício direto e estímulo permanente aos criadores, sem os quais não existe associação alguma.
Um abraço fraterno a todos,
 Luis Hector San Juan, 29/10/2009.



DOMINGO, 5 DE JULHO DE 2009

JERSEY: O HOMEM ATRAPALHA A RAÇA

www.blogdorheingantz.blogspot.com

 

A partir de 1975 os jersistas gaúchos, associados e dirigentes da hoje sexagenária Associação de Criadores de Gado Jersey do Rio Grande do Sul, perderam os subsídios federais e estaduais que lhes eram anualmente destinados. Mesmo assim, conseguiram aumentar significativamente o número de animais registrados e a qualidade dos plantéis até o ano de 1991.

Após, devido às grandes dificuldades financeiras e altas taxas para emolumentos fixadas pela Associação dos Criadores de Gado Jersey do Brasil, começaram as reduções progressivas nos registros de animais e no quadro associativo, estabilizados e voltando a crescer a partir de 1998.

O difícil relacionamento para com a Brasileira só foi normalizado com a posse do mineiro Sebastião Cabral Filho na presidência daquela entidade, após 1999, mas os problemas, causados pelas crescentes despesas da entidade mater nacional, continuaram. A modificação em regulamentos sem a devida consulta e participação dos conselhos técnicos estaduais passou a ser comum, contempladas apenas “aspirações pessoais” de poucos.

Apesar dos problemas, a Jersey-RS continuou moderna e eficiente, viável mesmo com as restrições inadequadamente impostas pela Brasileira, executando com presteza os serviços de registro e de fomento, fornecendo apoio e colaborando para a evolução da raça.

Agora, em pleno 2009, novamente a Associação Brasileira tenta modificar os convênios para com suas delegadas, em detrimento da hegemonia estadual dessas entidades que, na realidade, são as responsáveis pelo registro dos animais e apoio a seus criadores. Cabe aos dirigentes estaduais uma franca e aberta discussão sobre a situação devendo, em prol do desenvolvimento da raça, achar uma opção mais realista para o controle do registro brasileiro da Jersey.

Quem sabe uma Associação Brasileira "on-line", pràticamente sem custos, um verdadeiro cartório de registros?
E se a responsabilidade pelo mesmo fosse, a cada gestão, atribuída a uma de suas delegadas estaduais?
De qualquer forma, a Brasileira como está de nada adianta, apenas onerando e inviabilizando suas indispensáveis Delegadas.

Mas a raça JERSEY estava forte, conforme demonstra o quadro a seguir:



Não respeitando o acordo para eleição anterior (gestão 2007/2009) sobre seu sucessor, ENRICO SALZANO se lançou candidato à reeleição (período 2010/2012), desta feita tendo ZULEIKA TORREALBA, sua apoiadora financeira, na posição de Vice-Presidente.

Encabeçada por NELCI MAINARDES, a oposição perdeu por 18 votos numa eleição duvidosa onde mais de 40 votos foram anulados, sob a justificativa de que “criadores de SC com mais de 30 anos de associados não constavam na lista de criadores” havendo, também, desconfiança com relação a diversas procurações “de associados” de SP e de MG.

Apesar de inconformados, os opositores aceitaram os resultados divulgados para evitar, assim, a provável “implosão da ACGJB”.


A nova Diretoria ficou assim constituída:



Em 2010, a ACGJB se fez presente a diversas exposições, ora representada pelo presidente ENRICO SALZANO, ora pela poderosa vice-presidente ZULEIKA TORREALBA e/ou pela superintendente MARIA GISELSA MORAES, em especial em Itajubá/MG, na Fapija/SP, em Itajai/SC, na Expointer/RS, em Bagé/RS, e na Expoece/CE, dentre outras. Nos eventos diretamente organizados pela ACGJB, sempre ENRIQUE SALZANO citava e prestigiava a Geraldo Alckmin.



Vários cursos técnicos foram oficializados pela ACGJB, organizados e realizados por conta das respectivas Delegadas Estaduais.


Algumas Delegadas são prestigiadas com a presença de Diretores da associação brasileira e de outros estados, recebem ou prestam homenagens, com reuniões a nível NACIONAL, como no Rio Grande do Sul já tradicionalmente na manhã do dia do julgamento do Grande Campeonato na EXPOINTER, organizada pela ACGJRS e com participação da ACGJB e demais DELEGADAS (SC, PR, SP, RJ, BA, MG, CE), para tratar de assuntos técnicos e de ordem geral referente à raça Jersey.
  



O ano de 2011 correu bem, com diversos eventos importantes e participação marcante da ACGJB nos mesmos. Assuntos de grande importância para o desenvolvimento da raça Jersey no Brasil foram alvo de importantes reuniões do CDT, como aquele muito polêmico referente à vaca OOMSDALE GORDO GOLDIE GRATITTUDE.

CASO GRATITTUDE
TERÇA-FEIRA, 1 de MARÇO DE 2011

No www.blogdojerseyrs.blogspot.com postagem sobre vaca norte-americana com repercução em todo o meio jersista internacional, assunto detalhadamente discutido junto ao CDT da ACGJB, dizia o seguinte:

A vaca OOMSDALE GORDO GOLDIE GRATITTUDE, 111224922, teve a presença em seu genoma de Holandês Vermelho e Branco (17%) de acordo com a American Jersey Cattle Association, considerando-a 83% jersey conforme seu DNA.
O Serviço de Registro Genealógico (SRG) da ACGJB, observando o procedimento adotado nos EUA, e baseado na lei brasileira nº 4.716 (29 de maio de 1965), decreto 58.984 (03 de agosto de 1966) e portaria nº 47 (15 de outubro de 1967), vai conceder registro 31/32 para as filhas dos touros Garden, Grieves e Gannon (filhos de Gratittude) nascidas até data a ser confirmada, permitindo com isso a evolução de sua descendência para chegar a SB (seleção jersey brasileiro) que, na realidade, são as PO por merecimento, desde que alcançados aqueles índices de tipo e produção estipulados no regulamento brasileiro.
A decisão brasileira visa inibir a comercialização do sêmen de filhos de GRATITTUDE protegendo, assim, os nossos plantéis e criadores contra a entrada de outras raças em nossa Jersey.
Este fato gerará, certamente, discussões e medidas que poderão modificar o conceito de PURO DE ORIGEM na raça Jersey.
Certo ou errado os criadores, os melhoristas, os dirigentes das associações regionais e nacional, e os membros de seus Conselhos Deliberativos Técnicos, deverão estar munidos de conhecimentos e argumentos que permitam, na hora certa, a tomada de decisões corretas, sem o prejuízo da raça nem de seus criadores.
Não devem esquecer, porém, dos motivos que nos levaram a escolher a Jersey como a raça leiteira mais completa: precocidade, alta produção de sólidos no leite com grande produção leiteira, longevidade, produção econômica de leite, excelente aparelho mamário, forte estrutura em tamanho médio, etc., que nos deixam pensando "se há necessidade de injetar gens de outras" numa raça que, a nosso ver, está completa. Será um melhoramento, ou uma regressão??
Na próxima edição, algumas considerações e dados para que todos possam participar e refletir sobre o assunto. Não percam.





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